DivulgaçãoCom direção de Franco Dragone, espetáculo é dividido em dois atos
11 de Fevereiro de 2012
Quidam, que estreia nesse fim de semana em SP, traz de volta a beleza do circo canadense
Curtir um espetáculo do Cirque du Soleil, companhia canadense que completa 26 anos em 2010 e faz sua terceira passagem pelo Brasil realmente não é para qualquer bolso.
É claro que em alguns momentos dá saudades do conforto do sofá de casa, onde você tem a vantagem de nem ao menos precisar tirar o pijama para apreciar um show a R$ 30, preço de um DVD do grupo na maioria dos magazines.
Só que nada disso substitui a emoção do ao vivo, do espetáculo “intenso”, como muitos disseram durante o intervalo de 30 minutos entre um ato e outro da primeira apresentação do grupo em São Paulo, nessa sexta (19).
Maior temporada na América Latina – depois de Saltimbanco, em 2006, e Alegría, apresentado em 2007 e 2008 – Quidam (em latim, “transeunte anônimo”) estreou no Canadá em 1996.
Desde então, a superprodução já foi vista por 9 milhões de pessoas em 20 países.
O elenco é formado por 50 artistas, de 15 nacionalidades, incluindo três brasileiros.
São mais de 250 figurinos, 200 pares de sapatos e 500 objetos de cena, além de plataformas suspensas, que trazem os artistas à cena.
O pano de fundo é a história da menina Zoe, que, ignorada pelos pais, sai vagando por um mundo imaginário, cheio de personagens curiosos.
Mas tudo, inclusive a trilha tocada ao vivo, parece pequeno diante da execução primorosa dos números circenses, que deixam a plateia boquiaberta: artistas voam sobre o picadeiro e mergulham no vazio presos por cordas e cabos de aço, e se enroscam no tecido em incríveis piruetas no ar.
No manejo do diabolô, um brinquedo chinês com carretel, cordas e varetas, quatro meninas fazem ousados malabarismos. Quinze acrobatas dão saltos mortais, impulsionados uns pelos outros, e formam complexas pirâmides humanas.
Uma dica: os melhores lugares da tenda são a do Tapis Rouge, uma espécie de área VIP com direito a um coquetel antes do show, vaga em estacionamento privativo, programa do espetáculo (que tem 150 minutos de duração) e um brinde.Mas, se você não tem R$ 490 para desembolsar por essa área, procure apenas tentar ficar de frente para o palco.
Quem senta nas laterais tem a visão prejudicada, já que a maioria do show é voltada para um único sentido. De resto, Quidam vale cada centavo do ingresso.
Prepare o bolso
Além dos ingressos com preço salgado para muitos, vale saber quanto você gastará em média com alimentação ou até uma lembrança do show. R7 dá os principais preços dos produtos que você encontra por lá:
Pipoca grande: R$ 13
Algodão doce: R$ 5
Refrigerante: R$ 5
Cerveja: R$ 7
Boné: R$ 39
Caneca: R$ 25
Camiseta: R$ 35
Máscara de penas: R$ 1.399 (o item mais caro encontrado nas lojinhas do evento)
Quidam
Parque Villa-Lobos: Av. Queiroz Filho, s/nº, Alto de Pinheiros, São Paulo Informações: 0300-789-6846
Quinta e sexta, 21h; sábado 17h e 21h; domingo 16h e 20h. Até 28/3.
Duração: 150 min. Classificação: 13 anos.
Ingressos: R$ 230 a R$ 490.
Onde comprar: no Credicard Hall (11) 2846-6000; pelo tel. (11) 4004-3100 ou pelo site www.ticketmaster.com.br.
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