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27 de Maio de 2012

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publicado em 03/02/2010 às 18h05:

Estradas de São Paulo tiveram média de oito
acidentes com ônibus por dia em 2009

Um total de 158 pessoas morreram em 698 ocorrências com vítimas

Do R7

Balanço da Secretaria de Transportes do Estado de São Paulo aponta que no decorrer de 2009 houve uma média diária de oito acidentes envolvendo ônibus. Um total de 158 pessoas morreram e outras 1.693 ficaram feridas.

Na tarde da última terça-feira (2) um ônibus da viação Atibaia São Paulo saiu do terminal do Tietê, na zona norte de São Paulo, com 39 pessoas. Deveria ter chegado uma hora depois a Atibaia, na Grande São Paulo. Mas, no meio do trajeto tombou na altura do km 69 da Fernão Dias, invadiu a pista contrária e bateu em outros três veículos. Um total de oito pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas.

Os dados divulgados pela Secretaria de Transportes do Estado de São Paulo são relativos aos 22 mil km de estradas estaduais. O boletim mostra que a maior parte dos acidentes envolvendo ônibus, 2.234 (76% do total) não tiveram feridos. Em média, em cada dois acidentes, cinco pessoas ficaram feridas.

Falha humana

De acordo com o psicólogo e presidente da Avitram (Associação das Vítimas de Trânsito), Salomão Rabinovich, cerca de 90% dos acidentes são resultado de falha humana e outros 10% se relacionam a causas externas como clima e condições das estradas. Este cenário, avalia Rabinovich, pode ser explicado pelas deficiências dos cursos de formação de motoristas e na ideia de impunidade inserida no inconsciente da população brasileira.

- Há uma cultura de impunidade, que faz as pessoas pensarem que não serão punidas caso cometam algum crime de trânsito. E isso contribui para um alto índice de acidentes nas estradas. Depois da China, o Brasil é o campeão em acidentes de trânsito.

Para o especialista, os cursos de formação de motoristas são falhos, primários e não preparam o condutor para lidar com todas as situações de trânsito.

- É possível contar nos dedos os profissionais que enxergam o trânsito de maneira multifacetada. Além da questão técnica, há fatores comportamentais e psicológicos que influenciam na direção, mas que não são levados em conta no processo de formação do motorista.

Segundo Rabinovich, é necessário mudar a “cultura de truculência” do trânsito e repensar na forma como os motoristas são orientados e avaliados no momento em que decidem tirar a carteira de habilitação.

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