R7 - Notícias

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

22 de Setembro de 2014

Você está aqui: Página Inicial/Notícias/São Paulo/Notícias

Icone de São Paulo São Paulo

publicado em 27/09/2012 às 18h50:

Funcionário da FMU tenta comprar certificado retroativo a morte de estudante

Faculdade alega que não sabia de negociação e já afastou os envolvidos no caso

Do R7, com Rede Record

Publicidade

Uma equipe de reportagem da Rede Record flagrou a tentativa de um funcionário da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) de comprar um certificado de uso de desfibrilador para o profissional que atendeu a estudante Angelita Pinto, de 28 anos, morta no dia 23 de agosto após passar mal dentro da faculdade.

O dono de uma escola que emite a certificação foi procurado pelo homem que disse ser o responsável de segurança da faculdade. Durante a conversa, o funcionário da instituição de ensino explica que somente ele tem o curso para usar o desfibrilador e não estava no dia da morte da estudante. Ele pediu que a escola emitisse um certificado para o profissional que atendeu a ocorrência e que a data estivesse pelo menos com três meses antes da morte. Uma lei determina que pelo menos 30% do efetivo possuam o curso.

Leia mais notícias de São Paulo

O advogado da família de Angelita, Ângelo Carbone, informou que tomou conhecimento dessa tentativa de compra de certificado e que o fato complica ainda mais a situação da faculdade diante da omissão de socorro. Ele disse ainda que o homem, que diz ser chefe da segurança, deveria responder criminalmente por admitir e ter conhecimento da situação dos bombeiros dentro da faculdade.
Segundo testemunhas, a estudante agonizou por 42 minutos antes de morrer, sem receber socorro, à espera de uma equipe dos bombeiros.

A FMU explicou que demorou três minutos para chamar o socorro médico. Segundo o texto, às 21h37 uma amiga da universitária percebeu que ela não passava bem. Nesse momento, "o professor foi ao encontro de Angelita e verificou que a mesma se encontrava em estado de mal súbito e imediatamente se deslocou para a administração do campus para pedir socorro". Às 21h40, segundo a universidade, a FMU acionou o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e às 21h51 os bombeiros, que já estava no local, iniciou os primeiros atendimentos.

Segundo parentes, ela sofria de arritmia cardíaca e há um mês não tomava medicamentos por orientação médica. O caso foi registrado no 14º Distrito Policial, de Pinheiros, como morte suspeita e omissão de socorro, pois, segundo o delegado Pedro Ivo, a faculdade deveria ter realizado por meios próprios os primeiros socorros, o que não ocorreu.

Outro lado


Em nota, a FMU afirmou que, ao tomar conhecimento da matéria no programa Fala Brasil, da Rede Record, “determinou imediatamente a abertura de sindicância interna e o afastamento preventivo dos envolvidos na gravação”.

A faculdade disse ainda que o funcionário agiu por conta própria, sem autorização, consentimento ou conhecimento da Instituição. Assista ao vídeo:

 

Veja Relacionados:  fmu, morte, estudante
fmu  morte  estudante 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping