O valor da passagem de ônibus na cidade de São Paulo passará de R$ 2,30 para R$ 2,70 na próxima segunda-feira (4). Com esse aumento, para os trabalhadores que não têm o benefício do vale-transporte pegar ônibus diariamente para ir e voltar do emprego vai ficar mais caro do que pagar pelo consórcio de uma moto.
Se utilizar os ônibus da SPTrans, empresa que gerencia o transporte público da capital paulista, apenas de segunda a sexta-feira, duas vezes por dia (ida e volta ao trabalho), o trabalhador vai desembolsar quase R$ 120 por mês. Se trabalhar de segunda a sábado, o valor pode subir para cerca de R$ 140 por mês.
Os dois valores superam o equivalente a uma parcela de consórcio de uma moto popular modelo Honda Pop 100, por exemplo, que custa cerca de R$ 104 durante 50 meses. É um pouco menos do que uma parcela de financiamento, de cerca de R$ 170 mensais.
Carlos Borgueti, que atua numa concessionária do extremo da zona sul de São Paulo, afirmou que pelo menos 60% dos clientes que atende declaram procurar moto para fugir do transporte público.
- O consórcio é muito mais barato, mas a pessoa depende da sorte ou de um lance. No caso do financiamento, paga um pouco mais caro do que o que gasta por mês com o transporte público. Mas, ao término do pagamento, ele gastará pouco para se locomover, pois alguns modelos rodam até 40 km por um único litro de gasolina.