27 de Maio de 2012

Autora de novelas reuniu assinaturas que levaram a mudança na lei de crimes hediondos
- A campanha de assinaturas que incluiu o homicídio qualificado entre os crimes hediondos vai deixar o casal Nardoni mais tempo na cadeia. Caso contrário eles ficariam mais três anos na cadeia e rua! Me orgulho muito de ter encabeçado esse movimento.
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
A lei aprovada em 1994 estabelece que homicídios qualificados passam a ser crimes hediondos; em 2007, uma nova mudança determinou que apenas depois de cumprir dois terços da pena os condenados por crimes hediondos podem ter direito a pedir transferência para o regime semiaberto.
Nesse regime, esses presos podem sair da prisão durante o dia. Para os demais crimes, é possível pedir essa progressão após um sexto da pena.
Com essas alterações na lei, Nardoni só poderá solicitar o regime semiaberto em cerca de dez anos e cinco meses; já Anna Carolina Jatobá, em oito anos e meio - descontados os quase dois anos em que ambos ficaram detidos.
A autora acompanhou na madrugada deste sábado (27) no Fórum de Santana, em São Paulo, a leitura da sentença de condenação do casal acusado de matar Isabella e elogiou o resultado do julgamento no Twitter.
- A justiça foi feita.
Ela ressaltou a extensão da pena, de 31 anos de prisão no caso de Alexandre Nardoni, pai da menina, e de 26 anos e oito meses no caso de Ana Carolina Jatobá, mulher dele e madrasta de Isabella.
- A sentença foi dura e belíssima: o juiz sublinhou a crueldade e a frieza do casal.
O crime
Isabella Nardoni morreu após cair da janela do sexto andar do Edifício London, na Vila Mazzei, zona norte de São Paulo. No apartamento, moravam o pai dela, Alexandre Nardoni, a madrasta, Anna Carolina Jatobá, e os dois irmãos menores. A menina morava com a mãe e passava alguns dias com o pai.
O crime aconteceu à noite depois que o casal e a menina voltaram para o apartamento deles após um passeio. Nardoni e Jatobá afirmam que uma terceira pessoa, nunca identificada, invadiu o local e jogou a menina, que tinha 5 anos depois que o pai a deixou no quarto e voltou para o carro para a judar a mulher a levar os dois filhos pequenos do casal, que estavam adormecidos.
A acusação defendeu durante o julgamento que eles estavam, no apartamento na hora do crime.
Peritos da Polícia Civil disseram à época que Isabella foi espancada e esganada dentro do apartamento, antes de ser jogada pela janela do sexto andar. Dias depois a polícia afirmou que não existia uma terceira pessoa no apartamento na noite da morte de Isabella.
Com isso Alexandre e Anna foram presos acusados do crime. Em quase dois anos presos, eles nunca disseram ter matado Isabella e nem se acusaram mutuamente pelo crime.
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