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publicado em 27/03/2010 às 03h35:

Glória Perez elogia sentença do
caso Isabella: "A justiça foi feita"

Autora de novelas, que lutou para edurecer a lei, acompanhou o julgamento

Iago Bolívar, do R7

A autora de novelas Glória Perez acompanhou na madrugada deste sábado (27) no Fórum de Santana, em São Paulo, a leitura da sentença de condenação do casal acusado de matar a menina Isabella Nardoni e elogiou o resultado do julgamento. "A justiça foi feita", escreveu ela no serviço de microblog Twitter.

Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella

Glória Perez, cuja filha única, Daniela Perez, foi assassinada em 1992, destacou o trabalho do promotor, Francisco Cembranelli:
 
- Cembranelli foi brilhante! Emocionou e a exposição das provas não deixou dúvidas em ninguém sobre a culpa dos dois.

Ela ressaltou a extensão da pena, de 31 anos de prisão no caso de Alexandre Nardoni, pai da menina, e de 26 anos e oito meses no caso de Ana Carolina Jatobá, mulher dele e madrasta de Isabella:

- A sentença foi dura e belíssima: o juiz sublinhou a crueldade e a frieza do casal.

O tempo que o casal pode ficar efetivamente preso será influenciado por uma mudança da lei feita como consequência de uma campanha liderada pela autora após a morte da filha.

Pela lei, aprovada em 1994, os homicídios qualificados passaram a ser considerados crimes hediondos. Outra mudança, em 2007, determinou que apenas depois de cumprir dois terços da pena os condenados por crimes hediondos podem ter direito a pedir transferência para o regime semiaberto - que lhes permite sair da prisão durante o dia. Para os demais crimes, é possível pedir essa progressão após um sexto da pena.

Essas alterações fazem com que Nardoni só tenha direito a solicitar o regime semiaberto em cerca de dez anos e cinco meses. Para Anna Carolina Jatobá, em 8 anos e meio, já descontados os quase dois anos em que ambos ficaram detidos.

O crime

Isabella Nardoni morreu após cair da janela do sexto andar do Edifício London, na Vila Mazzei, zona norte de São Paulo. No apartamento, moravam o pai dela, Alexandre Nardoni, a madrasta, Anna Carolina Jatobá, e os dois irmãos menores. A menina morava com a mãe e passava alguns dias com o pai.

O crime aconteceu à noite depois que o casal e a menina voltaram para o apartamento deles após um passeio. Nardoni e Jatobá afirmam que uma terceira pessoa, nunca identificada, invadiu o local e jogou a menina, que tinha 5 anos depois que o pai a deixou no quarto e voltou para o carro para a judar a mulher a levar os dois filhos pequenos do casal, que estavam adormecidos.

A acusação defendeu durante o julgamento que eles estavam, no apartamento na hora do crime.

Peritos da Polícia Civil disseram à época que Isabella foi espancada e esganada dentro do apartamento, antes de ser jogada pela janela do sexto andar. Dias depois a polícia afirmou que não existia uma terceira pessoa no apartamento na noite da morte de Isabella.

Com isso Alexandre e Anna foram presos acusados do crime. Em quase dois anos presos, eles nunca disseram ter matado Isabella e nem se acusaram mutuamente pelo crime.

   
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