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publicado em 19/01/2012 às 05h36:

Irmão de Celso Daniel diz que "exílio"
na França após crime foi penoso

Bruno Daniel defende trabalho de investigação do MP e afirma que houve queima de arquivo

Julia Carolina, do R7

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Dez anos após a morte de Celso Daniel, a família do então prefeito de Santo André, no ABC  ainda luta para ver os acusados presos. Um dos irmãos dele, Bruno Daniel, voltou recentemente ao Brasil, após se mudar com a família para França por causa de ameaças que recebia. De acordo com Bruno, o “exílio” foi penoso e, agora, ele quer ver presos os culpados.

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- Nossa expectativa é a de que os demais indiciados vão a júri popular neste ano e que os jurados acolham as teses do Ministério Público.
 
Na sexta-feira (20), faz dez anos que o corpo de Celso Daniel foi encontrado em uma estrada de Juquitiba, cidade a 78 km da capital paulista. Apesar de o crime ter acontecido em janeiro de 2002, apenas uma pessoa foi condenada pela morte.
 
Ainda sem data marcada, o julgamento de outros acusados deve acontecer neste ano, segundo avaliação do Ministério Público. Bruno considera que a demora “revela as fragilidades das instituições de nosso país”
 
- Dez anos depois, muitos morreram, o trabalho da polícia foi muito ruim e apenas um dos indiciados foi a júri popular. A investigação e os indiciamentos do MP sobre a obtenção ilícita de recursos para financiar campanhas e enriquecer a alguns ilicitamente não deram lugar a qualquer condenação.
 
Exílio
 
De acordo com Bruno, a mudança para França aconteceu depois que a família dele começou a receber ameaças diretas.
 
- Quando elas começaram a se dirigir a nossos filhos e após a morte do médico legista Dr. Carlos Del Monte Printes, a oitava com algum tipo de ligação ao assassinato do Celso, resolvemos não arriscar mais e continuar nossa luta pela elucidação do caso do exterior.
 
Printes teria falado, após perícia, que Celso Daniel havia sido torturado antes de morrer. Em 2005, a polícia encontrou seu corpo, após o legista ter supostamente cometido suicídio. Ele foi uma das pessoas ligadas ao crime que morreram. Entre outros, a lista inclui um garçom que serviu Celso Daniel e o seu assessor Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, na noite do crime e um homem que teria ligação com a quadrilha que matou o prefeito. Este último foi morto dentro da cadeia.
 
Para Bruno, não há dúvida de que muitas dessa mortes foi uma “queima de arquivo”.
 
O irmão do prefeito assassinato também lembra da dificuldade que teve para conseguir um emprego bom na França, o que contribuiu na hora de optar em voltar ao Brasil.
 
- Os trabalhos que lá realizei tinham caráter precário. E também [voltei] em função de sentir muita falta de meus parentes, amigos e das instituições onde eu trabalhava, todos muito solidários.
 
O crime
 
O então prefeito de Santo André Celso Daniel foi sequestrado no dia 18 de janeiro de 2002, quando voltava de um jantar em São Paulo. Ele estava acompanhado de seu assessor e amigo Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, quando foi abordado pelos bandidos. Dois dias depois, o corpo de Daniel foi encontrado em uma estrada de Juquitiba, a 78 km da capital paulista.
 
A Polícia Civil terminou o inquérito em abril de 2002. Com base em depoimentos dos acusados, os policiais do DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa) concluíram que o ex-prefeito de Santo André foi sequestrado por engano por uma quadrilha de seis pessoas.
 
Segundo as investigações, quando o grupo se deu conta de quem era vítima, o chefe ordenou a soltura. Porém, a ordem teria sido descumprida por um dos integrantes, que matou Celso Daniel porque ele teria visto o rosto do criminoso.
 
O Ministério Público, porém, defende que o crime teve motivação política, por causa do esquema de corrupção existente na prefeitura. Sombra é apontado como o mandante do crime e responde ao processo em liberdade.
 
Para Bruno, a versão do MP está correta. Ele lembra que a informação de que Celso sabia do esquema de corrupção foi relatada a outro irmão dele, João Francisco, e a ele por Gilberto Carvalho pouco antes da cerimônia de sétimo dia da morte do prefeito.
 
- De lá para cá nenhuma mudança no sistema de financiamento de campanhas surgiu e os escândalos em torno disso não param de ocorrer.
 
Hoje, Bruno Daniel também entrou para a política. Ele filiou-se ao Psol.


 
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