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Arte/R7
publicado em 26/03/2010 às 19h38:

Jatobá era um "barril de pólvora" prestes
a explodir, diz promotor Cembranelli

Afirmação foi feita na noite desta sexta-feira durante réplica do julgamento

Camilla Rigi e Silvia Ribeiro, do R7

O promotor Francisco Cembranelli, responsável pela acusação do casal Nardoni pela morte de Isabella, afirmou na segunda fase dos debates que Anna Carolina Jatobá era uma pessoa descontrolada. Ela era a madrasta da menina que foi jogada do sexto andar de um prédio na zona norte.

- Ela (Jatobá) era dependente financeiramente da família Nardoni, extremamente estressada, vivia a base de calmantes. (...) É esse barril de pólvora que estava prestes a explodir.

Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella

Segundo o promotor, estabelecer o perfil das pessoas envolvidas em um crime é muito importante. Ele chegou até a citar um outro seriado americano, o Criminal Minds, que trabalha justamente com esses características.

Na primeira fase dos debates, o advogado de defesa Roberto Podval criticou a forma como os réus foram retratados pela acusação. Segundo o advogado, o promotor quis mostrar que Alexandre Nardoni era um menino mimado e mesquinho, enquanto Jatobá era uma "porca", ciumenta, depressiva e descontrolada. 

"Ofensa"

Durante seu discurso de réplica, Cembranelli disse ainda que ficou ofendido ao Alexandre Nardoni afirmar - durante seu depoimento na quinta-feira (25) - que ele estava presente quando a polícia propôs que Alexandre Nardoni assumisse o homicídio de Isabella para que Anna Jatobá pudesse ficar em liberdade.

O promotor também questionou a ausência de um dos advogados da equipe de defesa do casal, Ricardo Martins, que, segundo Nardoni, estava presente no dia do interrogatório.

Cembranelli ressaltou que caso a proposta realmente tivesse acontecido, o defensor nada fez. Segundo o promotor, tanto ele quanto outro advogado que estavam acompanhando o casal naquele dia poderiam ter deixado a delegacia e comunicado imediatamente ao batalhão da imprensa que estava no local sobre a suposta proposta de acordo.

Mais cedo, Cembranelli qualificou a acusação como uma "canalhice".

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