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publicado em 24/03/2010 às 18h21:

Juiz nega pedido para confrontar mãe de Isabella
e réus Alexandre Nardoni e Anna Jatobá

Mesmo assim, Ana Carolina Oliveira segue confinada nesta quarta-feira

Camilla Rigi e Silvia Ribeiro, do R7

O juiz Maurício Fossen negou, no início da noite desta quarta-feira (24), o pedido da defesa do casal Nardoni de realizar uma acareação entre Ana Carolina Oliveira e os réus Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.

- Não tem cabimento.

Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella

O juiz argumentou que a acareação é usada para confrontar testemunhos em busca de inconsistências. Apesar da negativa, a mãe de Isabella segue confinada e não foi dispensada do julgamento.

A delegada Renata Pontes, que também não tinha sido dispensada após o depoimento a pedido da defesa, foi liberada. Ela falou aos jurados na terça-feira (23) e disse acreditar "100%" na culpa do casal.

Testemunhas dispensadas

No final desta tarde, a assessoria do Tribunal de Justiça informou que os advogados dos Nardoni ouviram apenas duas das dez testemunhas exclusivas de defesa e dispensaram todas as outras. A partir de agora, serão ouvidos os réus Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.

Pouco tempo antes, a assessoria havia dito que a defesa do casal havia dispensado cinco testemunhas convocadas. Ao todo, tinham chamadas para depor pela equipe de Podval 17 pessoas. Seis delas já haviam sido dispensadas no primeiro dia de julgamento, na segunda-feira passada (22). 

As duas testemunhas convocadas exclusivamente pelos advogados foram: o jornalista da Folha de S. Paulo Rogério Pagnan e o escrivão do 9º Distrito Policial Jair Stirbulov.

O jornalista Rogério Pagnan começou a depor no julgamento do caso Isabella por volta das 17h desta quarta-feira. Ele ouviu do pedreiro Gabriel Santos Neto, que fazia obras em uma casa nos fundos do edifício London, que o imóvel foi invadido na noite do crime. Mais tarde, o pedreiro negou a versão à polícia.

Na noite de terça-feira (23), Roberto Podval já havia manifestado a intenção de diminuir o número de testemunhas para acelerar o julgamento.

Passos seguintes

Após o interrogatório dos réus, pode haver leitura do processo se o pedido for feito. Em seguida, começam os debates entre acusação e defesa, com a fala do promotor Francisco Cembranelli. Ele pode defender sua tese por duas horas e meia. O advogado Roberto Podval terá direito a usar o mesmo tempo. Cembranelli pode decidir por uma réplica, também de duas horas. Havendo a réplica, passa-se à tréplica com a fala da defesa (duas horas).

Após o debate, os sete jurados se reúnem com o juiz, promotor e advogados na sala secreta para decidir o veredicto (absolvição ou condenação). Se houver condenação, o tempo da pena é determinado pelo juiz Maurício Fossen.

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