Julia Chequer/R7Roberto Podval pediu a juiz para realizar acareação entre mãe de Isabella e os Nardoni
27 de Maio de 2012

No começo da noite, Maurício Fossen havia negado pedido da defesa
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
No início da noite desta quarta-feira (24), Fossen tinha decidido negar o pedido da defesa do casal Nardoni de realizar uma acareação entre Ana Carolina Oliveira e os réus Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Apesar da decisão, ele afirmou que não iria dispensar a mãe de Isabella, que deveria permanecer confinada até o fim do julgamento.
A delegada Renata Pontes, que também não tinha sido dispensada após seu depoimento a pedido da defesa, foi liberada. Ela falou aos jurados na terça-feira (23) e disse acreditar "100%" na culpa do casal.
Choro
Quando Fossen, num primeiro momento, deu a negativa da acareação, a irmã de Alexandre, Cristiane Nardoni, começou a chorar. Ela assistia ao julgamento ao lado do pai, Antonio Nardoni. Durante o período posterior em que o juiz ficou na dúvida sobre sua decisão, mais de uma hora, o pai de Anna Carolina Jatobá entrou na sala. Cristine fez sinal para Alexandre chamar a atenção de Jatobá para que ela pudesse ver o pai.
Nesse período també, a avó materna de Isabella, deixou a plenária na esperança de encontrar a filha que, acredita, seria liberada. Após isso, ela não chegou a voltar ao plenário.
Testemunhas dispensadas
No final desta tarde, a assessoria do Tribunal de Justiça informou que os advogados dos Nardoni ouviram apenas duas das dez testemunhas exclusivas de defesa e dispensaram todas as outras. A partir de agora, serão ouvidos os réus Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.
Pouco tempo antes, a assessoria havia dito que a defesa do casal havia dispensado cinco testemunhas convocadas. Ao todo, tinham chamadas para depor pela equipe de Podval 17 pessoas. Seis delas já haviam sido dispensadas no primeiro dia de julgamento, na segunda-feira passada (22).
Passos seguintes
Após o interrogatório dos réus, pode haver leitura do processo se o pedido for feito. Em seguida, começam os debates entre acusação e defesa, com a fala do promotor Francisco Cembranelli. Ele pode defender sua tese por duas horas e meia. O advogado Roberto Podval terá direito a usar o mesmo tempo. Cembranelli pode decidir por uma réplica, também de duas horas. Havendo a réplica, passa-se à tréplica com a fala da defesa (duas horas).
Após o debate, os sete jurados se reúnem com o juiz, promotor e advogados na sala secreta para decidir o veredicto (absolvição ou condenação). Se houver condenação, o tempo da pena é determinado pelo juiz Maurício Fossen.
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