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publicado em 23/03/2010 às 15h56:

Julgamento de caso Isabella é
retomado no Fórum de Santana

Juiz começou a ouvir Paulo Sérgio Tieppo Alves às 15h45 desta terça-feira

Camilla Rigi e Silvia Ribeiro, do R7

O julgamento do caso Isabella foi retomado às 15h45 desta terça-feira (23) no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, com o depoimento do médico legista do IML (Instito Médico-Legal) Paulo Sérgio Tieppo Alves. Ele foi convocado tanto pela acusação como pela defesa do casal Nardoni.

Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella

De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo, deverá ser ouvida na sequência a perita do IC (instituto de Criminalística) Rosângela Monteiro.

O primeiro depoimento desta terça-feira foi o da delegada do 9º Distrito Policial, Renata Pontes. Ela afirmou ter “100% de certeza” de que o casal Alexandre Nardoni, de 31 anos, e Anna Carolina Jatobá, de 26, é culpado pela morte da menina Isabella.

Ela disse ter visto a olho nu duas gotas de sangue no apartamento do casal no edifício London: uma na sala e outra no quarto dos irmãos de Isabella. Segundo Renata, o restante do sangue foi identificado com uso de reagente. A delegada contou que, inicialmente, considerou a hipótese de roubo, mas logo a descartou diante da situação do imóvel, que não havia sido roubado ou arrombado.

- Fui alertada por um policial que estava na porta do apartamento para não pisar na gotinha de sangue no corredor da entrada.

Renata lembrou que o casal levantou suspeita sobre o zelador, o porteiro e o gesseiro, empregado que teria se desentendido com Alexandre. Ela disse que apurou todas as hipóteses, entre elas, a da suposta terceira pessoa, defendida pelo casal. Até mesmo denúncias anônimas “com coerência” foram investigadas. 

Os réus já estavam presos quando Renata disse ter seguido uma pista sobre um homem identificado como Paulo, que teria cometido o crime. Ele foi chamado e não foi comprovada qualquer ligação com a morte de Isabella.

A delegada confirmou a contradição entre o depoimento de Alexandre Nardoni posteriormente à polícia e o dado na cena do crime. O pai de Isabella disse que, ao chegar ao quarto com a menina dormindo, acendeu o abajour do cômodo. Renata, por sua vez, afirmou que essa luminária estava apagada e a do quarto dos meninos, acesa.

Richthofen
O promotor Francisco Cembranelli pediu que a delegada se levantasse e apontasse em uma maquete de cerca de um metro de altura, produzida pela acusação, os cômodos em que viu sangue. Renata andou em volta da estrutura e também confirmou que investigou em volta do prédio, ressaltando que havia muros altos ao redor do edifício.

Francisco Cembranelli ressaltou a experiência da delegada que contou ter 13 anos de trabalho e que esteve em 136 locais de crime, entre homicídios e suicídios. Ela ainda lembrou que participou da investigação na cena do assassinato dos pais de Suzane von Richthofen.

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