Julia Chequer/R7Movimentação do público em frente ao Fórum de Santana, na zona norte da capital paulista, na tarde desta terça-feira
27 de Maio de 2012

Delegada do 9º Distrito Policial negou vestígio de sangue nas peças de Anna Jatobá
- Todas as peças foram periciadas. Não tinha sangue.
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
Renata Pontes respondeu, desde as 10h05, a perguntas do promotor Francisco Cembranelli e do advogado Roberto Podval. Ela afirmou ter “100% de certeza” que o casal Nardoni é culpado e afirmou que investigou todas as hipóteses do crime. Também ressaltou que a perícia e as investigações foram feitas com lisura.
A dúvida pode ter sido gerada porque, anteriormente, o advogado Roberto Podval questionou a delegada se fora encontrado sangue na bermuda de Alexandre. Renata Pontes confirmou que havia sangue, mas que era “velho” e não era de Isabella.
A defesa do casal Nardoni pediu ao juiz Maurício Fossen que a delegada não fosse dispensada antes dos peritos serem ouvidos. Durante o interrogatório, Roberto Podval quis saber se a cena do crime foi violada por meio da ação dos investigadores. Ele questionou, por exemplo, se os policiais tomaram café no apartamento de Alexandre e Anna Carolina, se comeram ovo de Páscoa e por quanto tempo a chave do imóvel ficou em posse da polícia.
Na segunda-feira, a irmã de Alexandre, Cristiane Nardoni, disse ter visto, logo após a realização da perícia no apartamento do casal, embalagens de ovo de Páscoa sobre a cama dos sobrinhos.
Renata Pontes confirmou que tomou café no local, mas que a bebida foi preparada pela mulher do subsíndico na casa dela e oferecido aos policiais no apartamento. Quanto aos ovos de Páscoa, ela disse que viu no armário de Isabella quando o advogado Ricardo Martins o abriu, mas que ninguém comeu.
Ela relembrou que entregou a chave do apartamento aos advogados já no domingo (30), dia seguinte ao crime, e que, a partir de então, todas as visitas eram acompanhadas pelo defensor do casal. Em dado momento, um dos advogados deixou as chaves com os policiais porque não poderia acompanhá-los com tanta frequência.
O depoimento da delegada Renata Pontes durou pouco mais de quatro horas e terminou às 14h10 desta terça-feira. Ela disse ter visto a olho nu duas gotas de sangue no apartamento do casal no edifício London: uma na sala e outra no quarto dos irmãos de Isabella. Segundo Renata, o restante do sangue foi identificado com uso de reagente. A delegada contou que, inicialmente, considerou a hipótese de roubo, mas logo a descartou diante da situação do imóvel, que não havia sido roubado ou arrombado.
- Fui alertada por um policial que estava na porta do apartamento para não pisar na gotinha de sangue no corredor da entrada.
A delegada confirmou a contradição entre o depoimento de Alexandre Nardoni posteriormente à polícia e o dado na cena do crime. O pai de Isabella disse que, ao chegar ao quarto com a menina dormindo, acendeu o abajour do cômodo. Renata, por sua vez, afirmou que essa luminária estava apagada e a do quarto dos meninos, acesa.
Após o encerramento, o juiz Maurício Fossen, que preside o júri do casal Nardoni, determinou um recesso de almoço de 50 a 60 minutos.
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