27 de Maio de 2012

Anna Jatobá contou que Nardoni trancou porta do apartamento na noite do crime
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
Já Nardoni havia dito em seu depoimento, mais cedo, que não trancou a porta do apartamento ao descer para ajudar a mulher a subir com os outros dois filhos na noite do crime. O pai de Isabella também negou na sala do júri ter dito que a porta do apartamento foi arrombada em 29 de março de 2008.
O próprio Nardoni já havia se contradito durante seu depoimento de quase cinco horas nesta quinta-feira. Nardoni mudou a versão do que havia contado no dia 18 de abril de 2008 à polícia. No depoimento de abril, ele afirmou ter trancado a porta do seu apartamento após ter deixado Isabella no quarto e ter descido para pegar os outros dois filhos. No interrogatório desta quinta-feira, ele contou que nunca disse ter trancado a porta, e que a deixou aberta o tempo todo.
Outro momento de contradição ocorreu quando Alexandre Nardoni disse que não prestou socorro à filha Isabella quando a viu caída no jardim do edifício London no dia do crime porque estava em "choque".
- Estava em choque. Quando fui cair em si (sic), já estava o seu Lúcio [morador do primeiro andar do prédio] falando para não mexer nela.
Nardoni se contradisse porque havia afirmado inicialmente que o morador "Lúcio" (que vivia no primeiro andar do edifício London na época do crime) já havia chegado ao térreo do prédio e, em seguida, afirmou que não havia ninguém na cena do crime.
Descida ao jardim
Pouco tempo depois, Ana Carolina Jatobá contradisse Nardoni em mais um ponto do depoimento. A madrasta de Isabella contou que desceu junto com Nardoni até o térreo do edifício London após ele ter avistado o corpo da filha. No início do dia, Nardoni havia contado ao júri que desceu sozinho até o jardim do prédio ao ver o corpo da filha e que Ana carolina Jatobá teria ficado no apartamento para ligar para os pais.
"Ela era como uma filha"
Enquanto descrevia o que tinha acontecido nos dias que antecederam a morte de Isabella, Anna Jatobá sempre se referiu à enteada como Isa apenas e à mãe dela como Carol.
Jatobá foi muito detalhista ao descrever a rotina do casal, tanto que o juiz Maurício Fossen pediu para que ela fosse mais objetiva e focasse nas perguntas que ele fazia. O magistrado também chamou a atenção da ré para que ele falasse mais pausadamente para que estenotipista pudesse registrar tudo.
A acusada também embargou a voz quando falou da relação com enteada.
- Ela era como se fosse uma filha.
Quanto à relação com o marido, Jatobá ressaltou que as brigas eram constantes no dois primeiros anos do relacionamento, até o nascimento de Pietro. Segundo ela, depois disso houve um amadurecimento e a situação se normalizou.
Logo após o juiz, o promotor Francisco Cembranelli iniciou a rodada de perguntas.
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