Daia Oliver/R7Várias vias ao redor do Fórum de Santana foram pichadas com frases de protesto pela morte de Isabella
27 de Maio de 2012

Jatobá afirmou que, no dia seguinte ao crime, foi orientada a colocar culpa em Nardoni
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
Anna Carolina contou que a delegada Renata Pontes a lembrava que ela não tinha curso superior completo e não teria cela especial, ao contrário do marido que já era formado em direito.
Além da delegada, estavam presentes no apartamento muitos peritos, segundo a ré. Ela disse que teve de refazer todos os passos do casal na noite anterior novamente para os peritos.
Durante a “reconstituição” a delegada pediu para que mostrasse como ela abria e fechava a janela, mas Jatobá se recusou, alegando não querer deixar sua digital no local. A delegada, porém, disse que não era motivo para preocupação pois a perícia já tinha coletado as evidências necessárias.
Contradições da madrasta
Durante seu depoimento, Anna Jatobá ainda contradisse o marido, Alexandre Nardoni, em vários momentos. Ao responder as perguntas do juiz Maurício Fossen, ela afirmou ter visto Nardoni tirar a chave do bolso para abrir a porta do apartamento deles quando ambos subiram com os filhos depois de Nardoni deixar Isabella dormindo no quarto.
Jatobá afirmou ainda que viu o marido colocar a cabeça para fora da janela na noite do crime, a ponto de ver o corpo de Isabella no chão. Nardoni, porém, disse que o buraco era pequeno e que sua cabeça não passava por ele.
Contradições do pai
Já Nardoni havia dito em seu depoimento, mais cedo, que não trancou a porta do apartamento ao descer para ajudar a mulher a subir com os outros dois filhos na noite do crime. O pai de Isabella também negou na sala do júri ter dito que a porta do apartamento foi arrombada em 29 de março de 2008.
O próprio Nardoni já havia se contradito durante seu depoimento de quase cinco horas nesta quinta-feira. Nardoni mudou a versão do que havia contado no dia 18 de abril de 2008 à polícia. No depoimento de abril, ele afirmou ter trancado a porta do seu apartamento após ter deixado Isabella no quarto e ter descido para pegar os outros dois filhos. No interrogatório desta quinta-feira, ele contou que nunca disse ter trancado a porta, e que a deixou aberta o tempo todo.
Outro momento de contradição ocorreu quando Alexandre Nardoni disse que não prestou socorro à filha Isabella quando a viu caída no jardim do edifício London no dia do crime porque estava em "choque".
- Estava em choque. Quando fui cair em si (sic), já estava o seu Lúcio [morador do primeiro andar do prédio] falando para não mexer nela.
Nardoni se contradisse porque havia afirmado inicialmente que o morador "Lúcio" (que vivia no primeiro andar do edifício London na época do crime) já havia chegado ao térreo do prédio e, em seguida, afirmou que não havia ninguém na cena do crime.
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