Mãe de Isabella passou mal durante a noite, afirma promotor Cembranelli
Promotor voltou a criticar pedido da defesa de manter Ana Carolina Oliveira para acareação
Ingrid Tavares, do R7
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O promotor Francisco Cembranelli criticou a postura da defesa em manter a mãe da menina Isabella, Ana Carolina Oliveira, disponível para acareação. Segundo ele, Ana passou mal durante a noite em que ficou isolada no Fórum da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, de segunda (22) para terça-feira (23).
- É lamentável a postura da defesa de não liberá-la. Ela está sozinha e precisou de acompanhamento psicológico esta noite. Rezo para que nenhum mal maior aconteça a ela.
O promotor considera “muito doloroso” para a mãe biológica mantê-la incomunicável com a família durante o julgamento e afirma que o pedido da defesa foi uma tentativa de castigar Ana por ter sido arrolada como testemunha.
- Ela está numa prisão imposta. Espero que ele [advogado de defesa, Roberto Podval] recupere o bom senso para que Ana sobreviva e fique ao lado da família durante este período.
Cembranelli avalia que os depoimentos detalhados e longos não atrapalham seu trabalho de acusação. Para ele, “não faz diferença se o julgamento durar um ou cinco dias”. Sua tática é ser didático para os jurados.
- Espero mostrar para os jurados que esses profissionais são qualificados. O ritmo do júri é assim mesmo, mas eu não penso nisso [questão do tempo]. Sairei daqui com um veredito que espelha a verdade do processo.
Já o advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval, disse, também na noite desta terça-feira, que não é bom para a defesa que o julgamento demore. Ele afirmou que os advogados de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá irão se reunir nesta noite para decidir o que será feito para acelerar o júri.
Segundo dia
Este segundo dia de julgamento do caso Isabella no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, começou com atraso e terminou com antecedência. Previsto para ter início às 9h, o primeiro depoimento - da delegada do 9º Distrito Policial, Renata Pontes - só ocorreu a partir das 10h05. Já o término do júri, que segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo deveria ocorrer às 21h, aconteceu às 19h30, após o perito criminal baiano Luiz Eduardo Carvalho falar ao júri.
Até agora, das 16 testemunhas convocadas pela defesa e acusação , apenas quatro prestaram depoimento. Na segunda-feira (22), a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira falou aos jurados. Nesta terça, foram ouvidos a delegada, o médico legista do IML e o perito criminal baiano.
Previsão do tribunal
No final desta manhã, a assessoria do Tribunal de Justiça havia divulgado uma expectativa sobre o andamento do julgamento do caso Isabella. A previsão era de que, até o meio da tarde desta terça-feira, fossem ouvidas todas as testemunhas de acusação – uma só da acusação e três em comum com a defesa. A perspectiva era de que até a hora do almoço da quarta-feira (24) todos os depoimentos fossem concluídos, incluindo os da defesa. Caso a estimativa fosse cumprida, os réus Alexandre Nardoni, de 31 anos, e Anna Carolina Jatobá, de 26, serão ouvidos na tarde da quarta. Com o depoimento do perito criminal baiano, a meta desta terça foi cumprida.