No desfile deste ano, a Mancha Verde agradecerá os ensinamentos dos mestres das escolas e do Carnaval. A agremiação levará para o Sambódromo do Anhembi, na zona norte da capital paulista, a história da educação e uma série de homenagens aos principais nomes da folia paulistana.
Segundo o diretor de Carnaval da escola, Paolo Bianchi, a apresentação da Mancha será bem tradicional, com majestosas alegorias, muito decoradas, para falar das ciências e das artes:
- Falaremos de teatro, de filosofia, de mitologia egípcia e de temas contemporâneos da educação brasileira, como o ensino digital. Inclusive teremos um grupo de tai chi chuan [arte marcial chinesa] na avenida.
A escola também reforçará sua identidade durante o desfile. O símbolo da Mancha Verde, um boneco de isopor, ferro e pelúcia, terá 15m de altura e vai caminhar e tocar no Sambódromo do Anhembi.
Bianchi contou à reportagem do
R7 que o último carro da agremiação, com fotos e um painel eletrônico, trará uma homenagem aos mestres do Carnaval paulistano:
- Entre os homenageados estão o seu Chiclé, que foi presidente da Vai-Vai na década de 1950, Hélio Bagunça, da Camisa Verde e Branco, e a dona Ana Norma, mãe do presidente da Mancha e que participou da fundação da escola.
A ideia do samba-enredo “Aos Mestres com Carinho, Mancha Verde ensina como criar identidade” surgiu após uma reunião do presidente da escola, Paulinho Ferdan, fora da agremiação. Na sala de espera onde ele estava, havia uma revista sobre educação. Ferdan achou o tema interessante e o apresentou à diretoria, que também o aprovou.
Futebol
A Mancha Verde nasceu dentro de uma torcida organizada do time paulista Palmeiras, assim como a Gaviões da Fiel, criada por torcedores do Corinthians. Os times têm grande rivalidade entre si, mas Bianchi afirma que no Carnaval é diferente:
- As escolas de samba ganham um apoio natural da torcida do futebol, mas não tem nenhum problema dentro do sambódromo [do Anhembi]. As diretorias, por exemplo, se dão muito bem e tem uma convivência pacífica e civilizada.