ReproduçãoAdolescentes do interior de SP usam Orkut para protestar contra toque de recolher. Proibição de menor sozinho na rua depois das 23h passou a valer a cinco meses em Ilha Solteira
27 de Maio de 2012
Associação de moradores no interior de São Paulo diz que medida foi imposta para ajudar adolescentes, e não prejudicá-los
Na comunidade Contra o Toque de Recolher, um adolescente diz que a medida é para marginais, e não é certo que todos os menores de idade "paguem pelos erros dos outros". Em outra, Toque de Recolher - Isa, que tem 204 participantes, um jovem ainda mais revoltado diz que a geração dele tem medo e não faz nada para protestar contra a medida. O R7 tentou contato com os integrantes dessas comunidades por duas semanas, mas nenhum deles quis conversar com a reportagem.
Apesar das reclamações, o toque de recolher diminuiu em 82% os "crimes" em que menores estão envolvidos, os chamados atos infracionais, em Ilha Solteira e passou a ser bem visto pelos conselheiros tutelares da região. O juiz da Vara da Infância e Juventude da cidade, Fernando Antônio Lima, diz que tem recebido elogios também de diretoras de colégios. Elas contam que os menores não chegam mais atrasados na escola e, como dormem cedo, estão descansados e aproveitam melhor a aula.
Em Fernandópolis, a 553 km da capital paulista, a Associação de Amigos da cidade mudou neste ano o nome do toque de recolher para "toque de acolher". A proibição de menores na rua sozinhos tarde da noite funciona no local desde 2005. O presidente da associação, Paulo Okuma, diz que a mudança de nome serve para mostrar que o toque foi feito para ajudar o adolescente e não para prejudicá-lo.
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