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publicado em 19/10/2009 às 06h00:

Menores reclamam no Orkut de toque de recolher

Associação de moradores no interior de São Paulo diz que medida foi imposta para ajudar adolescentes, e não prejudicá-los

Camilla Rigi, do R7

Há cerca de cinco meses, o site de relacionamento Orkut passou a abrigar várias comunidades que protestam contra o toque de recolher imposto a menores de 18 anos em Ilha Solteira, a 660 km de São Paulo. As manifestações surgiram depois que a medida foi adotada pela prefeitura da cidade e os adolescentes passaram a não poder mais ficar sozinhos na rua depois das 23h.

Na comunidade Contra o Toque de Recolher, um adolescente diz que a medida é para marginais, e não é certo que todos os menores de idade "paguem pelos erros dos outros". Em outra, Toque de Recolher - Isa, que tem 204 participantes, um jovem ainda mais revoltado diz que a geração dele tem medo e não faz nada para protestar contra a medida. O R7 tentou contato com os integrantes dessas comunidades por duas semanas, mas nenhum deles quis conversar com a reportagem.

Apesar das reclamações, o toque de recolher diminuiu em 82% os "crimes" em que menores estão envolvidos, os chamados atos infracionais, em Ilha Solteira e passou a ser bem visto pelos conselheiros tutelares da região. O juiz da Vara da Infância e Juventude da cidade, Fernando Antônio Lima, diz que tem recebido elogios também de diretoras de colégios. Elas contam que os menores não chegam mais atrasados na escola e, como dormem cedo, estão descansados e aproveitam melhor a aula.

Em Fernandópolis, a 553 km da capital paulista, a Associação de Amigos da cidade mudou neste ano o nome do toque de recolher para "toque de acolher". A proibição de menores na rua sozinhos tarde da noite funciona no local desde 2005. O presidente da associação, Paulo Okuma, diz que a mudança de nome serve para mostrar que o toque foi feito para ajudar o adolescente e não para prejudicá-lo. 

A aposentada Iracema dos Santos Leite viu a neta Jéssica, de 16 anos, melhorar o comportamento depois do toque de recolher. A garota fala que não gostou quando a determinação passou a valer, mas sua vida mudou depois que ela foi pega na rua em horário proibido.

-- Foi ruim para mim porque eu tinha dito para minha mãe que estava em outro lugar. Depois de me darem a advertência, os conselheiros tutelares me encaminharam para um curso que prepara os jovens para trabalhar no comércio da cidade e minha vida melhorou muito.

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