27 de Maio de 2012
São Paulo constrói média de 1,9 km de trilhos por ano desde 1974
Se mantido o ritmo histórico de construção do metrô em São Paulo, a meta anunciada pelo PSDB em 1999 (durante o governo Mário Covas) de atingir 284 km de malha metroviária até 2020 só será alcançada mais de um século depois. Desde 1974, quando o Metrô paulista começou a operar, a média de construção é de 1,9 km de novos trilhos por ano. Caso esse ritmo continue, São Paulo irá atingir a meta tucana apenas no ano de 2132.
Atualmente, a capital paulista ocupa o 39º lugar no ranking de extensão das linhas de metrô do mundo, com 69,7 km de trilhos. Nesse total está incluída a linha 4-Amarela, inaugurada em maio deste ano sem todas as estações concluídas.
Se atingisse hoje a meta de 284 km de trilhos, a cidade de São Paulo empataria com Madri (capital da Espanha) em sétimo lugar no ranking mundial. Porém, para chegar a essa quilometragem, o Estado (responsável pelo Metrô) teria que trabalhar em um ritmo 11 vezes maior que o atual, implantando 21,4 km de trilhos por ano. Esse ritmo de expansão se aproxima do de Xangai (China), que estreou seu sistema de metrô em 1995 e, atualmente, conta com 420 km de metrô, uma expansão de 28 km/ano. Porém, considerando as cidades que passaram a ter metrô a partir dos anos 70, São Paulo tem a implementação mais lenta do mundo.
A meta de 284 km de metrô até 2020 foi estipulada no Pitu (Programa Integrado de Transportes Urbanos), criado em 1999 durante o governo de Mário Covas (PSDB), e ainda vigente no planejamento do governo do Estado, como consta no site da Secretaria de Transportes Metropolitanos. Cálculos da bancada de oposição ao governo na Assembleia Legislativa mostram uma realidade ainda mais diferente do Pitu: nos últimos oito anos, o Metrô diminuiu a média de expansão para 1,6 km de trilhos por ano.
Prioridade
Especialistas ouvidos pelo R7 disseram ser difícil, mas não impossível, chegar à meta de 284 km de trilhos do Metrô paulista. O engenheiro e ex-secretário de Transportes do Estado Adriano Murgel Branco diz que o poder público historicamente não vê o desenvolvimento do metrô como uma prioridade.
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