Shopping abriu as portas em 2008 mesmo sem autorização da prefeitura; fogo atingiu topo de estabelecimento e multidão se aglomerou do lado de fora
27 de Maio de 2012
Grupo Zaffari abriu as portas sem autorização da prefeitura
O protocolo no Ministério Público é o de número 115.515/09 foi feito no dia 29 de setembro deste ano. Ele cita como assunto o seguinte: “apuração de eventual ausência de certificado de conclusão de obras e de alvará de funcionamento e outras irregularidades no empreendimento denominado Bourbon Shopping Pompeia”.
O R7 ligou para Almir Soares, assessor de imprensa do shopping. A ligação foi feita às 19h50 e Soares afirmou que estava ocupado e não poderia falar. Ele prometeu que ligaria para a reportagem mas não quis anotar o número do telefone. O R7 tentou ligar outras três vezes e ele desligou o telefone ao ouvir nome do repórter.
O documento ao qual o R7 teve acesso não detalha quais são as irregularidades. Trata-se apenas de um protocolo. O Ministério Público não foi localizado. Entretanto, a Prefeitura de São Paulo já havia alertado sobre irregularidades no centro de compras em publicação do “Diário Oficial” da Cidade de 27 de março de 2009 quando negou o Habite-se.
Entre os problemas apontados à época estavam falta de documentos tais como a declaração da empresa que executou a instalação do sistema automático de ventilação; a licença de instalação e funcionamento dos elevadores do empreendimento -sendo sete públicos-; e o alvará de funcionamento dos equipamentos de segurança e o projeto de ventilação mecânica (ar-condicionado).
À época a Subprefeitura da Lapa ameaçou multar a administração do shopping e suas lojas em R$ 23 milhões e voltou atrás após análise. O empreendimento informou que havia sanado os problemas.
O shopping foi o primeiro grande investimento do grupo gaúcho Zaffari em solos paulistas. Ele custou cerca de R$ 180 milhões e foram erguidos 185 mil metros quadrados de construção num terreno de 33 mil metros quadrados. A autorização para colocar de pé toda essa quantidade de tijolo ocorreu porque o grupo pagou R$ 8 milhões à prefeitura por meio de um sistema chamado operação urbana, no caso da região, a Água Branca (zona oeste). Esse sistema permite que o dono do terreno construa além do limite estabelecido porém é obrigado a pagar um valor para isso. O dinheiro é usado em melhorias para a vizinhança, tais como ruas novas (se for o caso), sinalização e até praças e calçadas.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7