27 de Maio de 2012
Empresa responsável pela marca diz que exigiu de fornecedor “regularização da situação”
O Ministério Público do Trabalho em Campinas abriu em maio deste ano uma investigação para apurar condições de trabalho semelhantes à escravidão em uma oficina que presta serviços de costura para a Zara, em Americana, no interior de São Paulo.
A fiscalização do órgão verificou condições degradantes de trabalho no local, que era excessivamente quente, tinha fiação elétrica exposta que apresentava risco de incêndio e pessoas que trabalhavam 14 horas por dia com remunerações precárias.
A Vigilância Sanitária de Americana chegou a determinar o fechamento da oficina devido às más condições de higiene.
Em nota, a Inditex, empresa responsável pela Zara, afirmou que a oficina de Americana foi contratada de maneira não autorizada por um fornecedor do grupo. A Inditex disse, por meio de nota, que “exigiu que o fornecedor responsável pela terceirização não autorizada regularizasse a situação imediatamente”.
A empresa afirmou que, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, “vai reforçar a fiscalização do sistema de produção tanto deste fornecedor como de todos os outros no país, para garantir que casos como este não se repitam”.
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