Ministério Público dá dez dias para Uniban se explicar
Ofício com o pedido foi enviado à universidade na última segunda-feira
Do R7
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O Ministério Público Federal em São Paulo enviou um ofício ao reitor da Uniban pedindo uma cópia do documento que explica a sindicância da expulsão (e logo após a desistência da mesma) da estudante Geisy Arruda da universidade por usar um vestido curto. De acordo com o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, Jefferson Aparecido Dias, que conduz a investigação, a universidade tem dez dias para enviar a cópia do documento – até a próxima quinta-feira (19).
O procurador explicou que na cópia do ofício devem constar as explicações da universidade de como eles chegaram às conclusões de expulsar, (e depois desistir) a estudante.
No inquérito do MPF, serão observados dois aspectos, segundo Dias. O aspecto formal, que vai avaliar se foi dado espaço para todas as partes se manifestarem, e o aspecto material. Esse segundo busca checar se a reação e a medida repressiva da Uniban em função do vestido curto foi um ato discriminatório.
Os advogados da estudante dizem que o interesse é que Geisy volte para a universidade, mas ainda não sabem quando.
- Sempre foi nosso interesse que ele volte para a faculdade, disso não abrimos mão. Mas queremos que ela volte com um mínimo de segurança.
No início da noite da última terça-feira (10), os advogados encaminharam um documento extrajudicial para a reitoria da universidade pedindo que eles fossem notificados oficialmente das decisões e estabelecendo alguns procedimentos para que Geisy volte a estudar. Um dos itens é que as faltas da aluna sejam cancelas, porque ela só não teria comparecido em função da repercussão do fato ocorrido no dia 22.
Além disso, os advogados querem que a estudante tenha, ao final do semestre, acesso a toda a documentação dela caso seja necessário fazer uma transferência. Segundo os advogados, foi dado um prazo de cinco dias. Até a tarde desta quinta-feira (12), a Uniban não tinha se manifestado.
A assessoria de imprensa da Uniban informou que ainda não tem um posicionamento sobre os pedidos dos advogados e sobre o ofício que deve ser enviado ao Ministério Público Federal em São Paulo. É preciso aguardar uma resposta do departamento jurídico da universidade.