Christian Rizzi/Agência de notícias Gazeta do Povo/AECarlos Eduardo Nunes foi preso noite de domingo. Ele também responderá pelo crime de transposição de fronteira com carro roubado
27 de Maio de 2012
Investigação aponta facilitação ou participação de Iasi na morte do cartunista
- O interrogatório de Cadu vai esclarecer suposta participação de Felipe Iasi no crime.
O delegado disse ainda não ser necessário, por ora, solicitar a prisão de Iasi. Isso só será feito se novos fatos forem descobertos no decorrer das investigações.
Até por volta das 19h40 desta segunda-feira o R7 não conseguiu falar com os advogados que defendem Iasi, Cássio Paoletti e Pablo Naves Testoni.
O delegado disse esperar liberação da Justiça para que Cadu - preso em Foz do Iguaçu (PR) - seja interrogado em São Paulo. Entretanto, ele disse que pode ir a Foz interrogar o suspeito de matar o cartunista.
A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que as mortes continuarão a ser investigadas pelo SIG de Osasco. O carro que Cadu roubou para tentar fugir será investigado pelo 34º Distrito Policial (Vila Sônia).
Paralelo a isso, a Justiça Federal do Paraná abriu nesta segunda-feira dois processos contra Cadu. Nunes responderá por tentativa de homicídio contra um agente da polícia e transposição de fronteira com carro roubado.
O processo foi aberto logo após a Polícia Federal enviar à Justiça o inquérito sobre o caso.
Na noite de domingo (14), Cadu foi preso quando tentava entrar no Paraguai pela Ponte da Amizade. Na tentativa de fuga, ele trocou tiros com policiais federais e feriu um deles. O agente baleado está bem, segundo a PF.
Logo após a prisão e a identificação do jovem, ele confessou o crime cometido em Osasco, segundo disse o delegado da PF em Foz do Iguaçu, José Alberto Iegas. Cadu, ainda segundo o delegado da PF, ficou escondido no mato planejando a fuga.
- O que mais chamou a atenção foi como ele planejou tudo.
Antes de sair de São Paulo, o jovem roubou um carro na região do Morumbi (zona sul), e vendeu pequenas porções de maconha para conseguir o dinheiro necessário para abastecer o veículo durante a viagem.
Iegas disse também que o suspeito afirmou que "estava disposto a ir às ultimas consequências" para chegar ao Paraguai. Nunes está preso na carceragem da PF.
O R7 tentou falar com o advogado do suspeito, Gustavo Badaró, mas ele estava em um julgamento.
O cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, e seu filho Raoni, de 25 anos, foram mortos na sexta-feira (12) em casa na estrada Alpina, no Jardim Santa Fé, em Osasco, na Grande São Paulo.
Carreira
Glauco nasceu em Jandaia do Sul, no Paraná, em 1957. Ele ficou conhecido por suas tirinhas de humor publicadas em livros, revistas e no jornal Folha de S.Paulo. Entre seus principais personagens está Geraldão, um homem na faixa dos 30 anos de idade que ainda mora com a mãe, com quem vive uma relação neurótica, bebe e fuma muito.
Sua carreira como cartunista começou nos anos 70, no jornal Diário da Manhã, de Ribeirão Preto, interior paulista. Em 1976, ele foi premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, o que o projetou para a grande imprensa. Glauco começou a publicar suas tiras no jornal Folha de S.Paulo em 1984, criando personagens como Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.
O personagem Rhalah Rikota, criado por Angeli, é uma homenagem ao amigo Glauco.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7