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publicado em 29/03/2010 às 12h40:

Nos dois anos da morte de Isabella, anônimos
vão ao cemitério onde menina está enterrada

Pessoas sem ligação com a família da vítima deixam presentes na sepultura

Daia Oliver, do R7

No dia em que a morte de Isabella Nardoni completa dois anos, pessoas que não são ligadas à família da menina foram visitar, na manhã desta segunda-feira (29), o seu túmulo para prestar homenagens. A criança está enterrada no Cemitério Parque dos Pinheiros, na zona norte de São Paulo.

Veja cobertura completa sobre o caso Isabella

Moradora da região, Barbara Simone Santos Pinto, 26, resolveu levar a filha de dez anos para fazer a visita. Ela tomou essa decisão porque a menina não acreditava na história vista nos noticiários e pediu para ir até o túmulo para saber se Isabella tinha morrido de verdade.

Já Cleber Sacchi de Souza, 20, levou um pequeno urso panda de pelúcia ao para prestar solidariedade à família.

- Esse ursinho foi do meu filho que também morreu há pouco tempo, e trazer para cá (cemitério) foi a forma que achei de presentear a Isabella. 

O aposentado João Nunes, 83, costuma ir todos os meses ao cemitério para visitar as sepulturas de amigos e, desde que Isabella foi assassinada, visita o túmulo da criança.

Segundo a administração do cemitério, no domingo (28) o avô paterno, Antônio Nardoni, foi visitar a sepultura.

A mãe Ana Carolina Oliveira costuma aparecer no dia do aniversário, 18 de abril – se estivesse viva, ela completaria 8 anos.

Visitas dos familiares

Em entrevista ao R7 na manhã de sábado (27), o coveiro Manoel Calu da Silva, funcionário do cemitério há 13 anos, disse que entre dez e 15 pessoas visitam o túmulo de Isabella por dia desde o enterro, em 30 de março de 2008 (data escrita na lápide).

- O pai da Ana Carolina Oliveira vem toda semana. Mas já faz três meses que eu não vejo a mãe. A família do pai vem com menor frequência, e, quando vem, chega por volta das 18h, horário em que há pouco movimento no cemitério.

O funcionário, que carregou o caixão de Isabela no dia do enterro, relata que a família de Nardoni espera o público sair e que se sente muito incomodada ao ser observada.

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