27 de Maio de 2012
Pessoas sem ligação com a família da vítima deixam presentes na sepultura
Veja cobertura completa sobre o caso Isabella
Moradora da região, Barbara Simone Santos Pinto, 26, resolveu levar a filha de dez anos para fazer a visita. Ela tomou essa decisão porque a menina não acreditava na história vista nos noticiários e pediu para ir até o túmulo para saber se Isabella tinha morrido de verdade.
Já Cleber Sacchi de Souza, 20, levou um pequeno urso panda de pelúcia ao para prestar solidariedade à família.
- Esse ursinho foi do meu filho que também morreu há pouco tempo, e trazer para cá (cemitério) foi a forma que achei de presentear a Isabella.
O aposentado João Nunes, 83, costuma ir todos os meses ao cemitério para visitar as sepulturas de amigos e, desde que Isabella foi assassinada, visita o túmulo da criança.
Segundo a administração do cemitério, no domingo (28) o avô paterno, Antônio Nardoni, foi visitar a sepultura.
A mãe Ana Carolina Oliveira costuma aparecer no dia do aniversário, 18 de abril – se estivesse viva, ela completaria 8 anos.
Visitas dos familiares
Em entrevista ao R7 na manhã de sábado (27), o coveiro Manoel Calu da Silva, funcionário do cemitério há 13 anos, disse que entre dez e 15 pessoas visitam o túmulo de Isabella por dia desde o enterro, em 30 de março de 2008 (data escrita na lápide).
- O pai da Ana Carolina Oliveira vem toda semana. Mas já faz três meses que eu não vejo a mãe. A família do pai vem com menor frequência, e, quando vem, chega por volta das 18h, horário em que há pouco movimento no cemitério.
O funcionário, que carregou o caixão de Isabela no dia do enterro, relata que a família de Nardoni espera o público sair e que se sente muito incomodada ao ser observada.
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