27 de Maio de 2012
Pesquisa divulgada nesta terça-feira (19) aponta mudança na última década
Tradicional centro de imigrantes, a região metropolitana de São Paulo perdeu essa característica nos últimas dez anos. De 2000 a 2010, o número de pessoas que saíram da Grande São Paulo é maior do que as que chegaram. De acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira (19) pela Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados), deixaram a cidade 303 mil pessoas a mais do que o total das que ficaram.
A pesquisa SP Demográfico cruza taxas de natalidade e mortalidade com os primeiros dados do Censo 2010, que foram disponibilizados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A partir desses números, é possível saber se a população de alguns locais do país cresceu e se esse fato foi causado pelo nascimento de pessoas ou pela chegada de migrantes.
Segundo a pesquisa, na região metropolitana de São Paulo, entre 2000 e 2010, a população cresceu 0,98%. Esse número corresponde a uma taxa de migração de -1,62 para cada 1.000 habitantes da Grande São Paulo. Na capital, a taxa de migração registrada é ainda mais baixa, -3,03.
O resultado da grande São Paulo impactou também no fluxo de migração de todo o estado. Na primeira década do século 21, apesar de o saldo de migrantes ter sido positivo, ele caiu 67% na comparação com o registrado de 1991 a 2000.
De 2000 a 2010, por ano, chegaram no estado de SP, 47,9 mil pessoas a mais do que saíram. Já de 1991 a 2000, o saldo migratório anual foi de 147 mil.
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