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27 de Maio de 2012

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publicado em 15/11/2010 às 08h46:

Pai de um dos suspeitos de agressão na Paulista
diz que briga foi "como outra qualquer"

Cinco foram detidos após três jovens serem espancados na avenida de São Paulo

Agência Estadocom R7

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Enquanto familiares das vítimas falam em ataques covardes, os pais dos acusados de agredir três jovens na avenida Paulista, no início da manhã do domingo (14), defendem que tudo não passou de "uma grande confusão". Eles chegam a alegar que o maior de 19 anos e os quatro amigos menores de idade teriam sido "assediados". As vítimas negam.

Os jovens foram detidos sob a acusação de terem agredido três pessoas com socos, chutes e golpes com lâmpadas fluorescentes. Na delegacia, foram identificados por outro rapaz, que contou também ter sido agredido e assaltado pelo grupo. Duas vítimas disseram à polícia que teriam sido confundidos com homossexuais.

O estudante Gabriel Alves Ferreira, de 21 anos, presenciou o espancamento do colega de 23 anos na altura do número 900 da avenida Paulista. Ambos estudam jornalismo. Segundo ele, o ataque não teve motivo.

- Eles passaram por nós, depois se viraram, chamaram o L. e atacaram com uma lâmpada fluorescente no rosto.

O rapaz caiu e continuou sendo atacado com socos e pontapés.

- Eu e mais um colega ficamos em choque, não pudemos fazer nada. Tudo durou menos de dois minutos.

O diretor de teatro Marcelo Costa, pai de um dos menores de 16 anos suspeitos da agressão, defende que o filho e os amigos participaram de "uma briga como outra qualquer" e nega ter havido atitude homofóbica.

- Ele participou de um confusão. Acho que ele errou, sim, em se meter em briga. Mas não foi como estão falando.

O pai do único maior preso, Eliezer Domingues Lima, admitiu que o filho tem pavio curto.

- É um menino muito bonito e foi assediado por homossexuais. Ele pediu para parar, eles não pararam. Aí, virou briga .

Transferência

Na madrugada desta segunda-feira (15), os quatro menores e o maior foram transferidos do 5º DP (Distrito Policial), na Aclimação. De acordo com a polícia, os quatro adolescentes seguiram para a Fundação Casa e o adulto para o 2º Distrito Policial, de onde será encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros. 

O grupo vai responder por roubo e lesão corporal gravíssima, de acordo com o delegado do 5º DP, José Matallo Neto. Porém, como quatro dos cinco suspeitos são menores, eles devem responder por prática de ato infracional e apenas o jovem de 19 anos será enquadrado nos crimes previstos no código penal. Além de roubo e de lesão corporal, ele também é acusado por formação de quadrilha.

Assista ao vídeo:

 

 


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