O consultor Cássio Rodrigues, que atirou o filho do 18º andar de um prédio e, em seguida, se jogou, estava inconformado com o fim do relacionamento com a ex-mulher. A afirmação foi dada pela mãe do consultor à polícia. Segundo ela, ele dizia que o “amor da vida dele era o filho e a companheira”.
Rodrigues foi casado com a ex-mulher por cerca de quatro anos. O casal se separou há seis meses. A mãe do contador ainda revelou que o filho deixou de beber a pedido da ex-mulher e passou a freqüentar uma igreja. Mas um investigador da polícia vizinho do apartamento disse que já teve que apartar uma briga entre o casal em março deste ano.
Por volta das 8h da manhã desta quarta-feira (20), ele ligou para a mãe chorando pedindo desculpas por alguma coisa que tivesse causado sofrimento a ela. Em seguida, telefonou para o chefe do escritório em que trabalha e pediu para que ele o agradecesse por tudo o que havia feito por ele. Com receio, a mãe e o chefe foram para a casa do pai de Cássio, mas não o encontraram lá.
A babá, que estava com a criança no apartamento nesta manhã, disse à polícia que deixou pai e filho sozinho e, quando voltou, viu os dois entrando no elevador. Ao invés de descer, Cássio subiu até o 18º andar de onde jogou a criança e depois pulou. A mãe e o chefe de Cássio disseram ter ouvido um forte barulho neste momento.
A Polícia Militar encontrou uma porção de veneno de rato e dois copos com água (um deles, com tema infantil) no apartamento onde morava o menino de 2 anos que foi atirado pelo pai do 13º do prédio, na zona sul da capital. Depois de jogar a criança, o consultor Cássio Rodrigues, de 30 anos, também se atirou. A PM não soube dizer se o veneno foi ingerido. A substância foi encaminhada para perícia e o exame do IML (Instituto Médico Legal) deve comprovar se há ou não a substância no corpo de Cássio e do filho.