Julia Chequer/R7Vista de cima do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, nesta quarta-feira
27 de Maio de 2012

Em chat no R7, Leonardo Pantaleão acredita que há falta de provas contundentes
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
De acordo com Pantaleão, a acusação não conseguiu provas contudentes que comprovem a autoria do casal na morte de Isabella. Por outro lado, ele afirma que “os indícios de autoria são vários”.
- A eventual inocência [dos acusados] poderá decorrer da falta de prova inequívoca de autoria. Nesse caso, a melhor oratória pode convencer os jurados.
Com o tempo estimado de duração de cinco dias, o julgamento ainda não "pendeu" para um lado, segundo o advogado criminalista.- Ainda estamos em uma fase preliminar. A sequência dos dias é que será mais definitiva.
Enquanto a defesa tem como base a contestação de todas as provas produzidas pela perícia técnica, a acusação quer mostrar, além dos fatos que comprovam a autoria do crime pelo casal Nardoni, que o pai de Isabella tem um perfil violento.
Terceiro dia
Apesar de especialistas, como Pantaleão, terem afirmado que não existem provas conclusivas da culpa do casal Nardoni, a testemunha ouvida até agora, nesta quarta-feira (24), terceiro dia do julgamento, a perita criminal do IC (Instituto de Criminalística) Rosangela Monteiro, apontou que marcas encontradas na camiseta de Alexandre Nardoni no dia da morte de Isabella só seriam possíveis se ele estivesse segurando um peso de 25 kg - o mesmo da menina Isabella.
Ela relatou que foram feitas simulações com um modelo com o mesmo porte de Alexandre - altura e peso - que usava camiseta com fibra semelhante à usada pelo pai de Isabella no dia do crime. Para simular, foi colocado pó de grafite na tela. A perita disse ter encontrado os seguintes cenários:
1- No primeiro cenário, o modelo passou a cabeça através da tela para ver o que havia lá embaixo. As manchas eram incompatíveis às encontradas na camiseta original.
2- No segundo, o modelo tentou passar os dois braços e a cabeça, mas não conseguiu. Ele procurou então passar o corpo da maneira possível - um braço, a cabeça e parte do tronco. O resultado também foi incompatível.
3- No terceiro cenário, o modelo passou os dois braços, simulando que arremessaria um objeto. O resultado deu semelhante.
4- Nesta última simulação, o modelo passou os dois braços com um peso de 25 kg e o resultado foi compatível. Neste caso, teve de virar a cabeça para o lado direito.
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