23 de Fevereiro de 2012

Roberto Molina contesta depoimento dado por Rosangela Monteiro na última quarta
Veja a cobertura completa do julgamento caso Isabella
Molina ficou conhecido ao participar da perícia de casos famosos como o assassinato de PC Farias e a Chacina de Eldorado dos Carajás. Para ele, a afirmação feita por Rosangela de que a marca de tela na camiseta de Nardoni só poderia ter sido feita se ele estivesse segurando um peso de 25 kg não é conclusiva.
- Não dá para tirar tanta informação de uma marca em uma camiseta. É muito “hollywoodiana” esta teoria. A marca só poderia ter sido feita com um peso sim. Mas o laudo mesmo diz que ele se apoiou na janela para ver Isabella depois que ela caiu. O peso dele mesmo na rede pode ter feito a marca.
Além da parte técnica, Molina questiona a relação entre o trabalho feito durante as investigações e o depoimento de Rosangela na quarta-feira.
- A camiseta só foi colhida nove dias depois do crime. Prova tardia não condena ninguém em lugar nenhum. Isto mostra falha na investigação da polícia. No laudo, a perita diz que a marca na camiseta pode levar a crer que o Nardoni jogou Isabella do sexto andar. Quando chegou no depoimento, ela disse que tinha certeza da culpa do Nardoni. Se ela tinha tanta certeza, porque não colocou no laudo?
Quarto dia de julgamento
O julgamento do caso Isabella prossegue nesta quinta-feira (25) depois de a defesa dispensar o depoimento de suas testemunhas. Primeiro a depor neste quarto dia de julgamento, o réu Alexandre Nardoni chorou na plenária ao relembrar a morte da filha e acusou a polícia de tentar fazê-lo confessar o crime em troca de liberdade de sua mulher, Anna Carolina Jatobá, também acusada de participar da morte da menina Isabella. Os dois negam ter matado a menina.
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