23 de Fevereiro de 2012
Grupo quer fazer policiamento preventivo para evitar crimes durante jogos
A Polícia Civil de São Paulo criou um comitê para cuidar da segurança durante jogos da Copa de 2014 que acontecerão no Estado. O objetivo do grupo – formado por nove funcionários da polícia – é fazer um policiamento específico evitar crimes como os de intolerância durante o campeonato mundial de futebol. O anúncio da Polícia do Futebol, como foi apelidada, está no Diário Oficial desta terça-feira (5).
Segundo a polícia, o evento esportivo deve ser aproveitado “para a exposição positiva do Brasil no exterior” e é necessário preparar um esquema de segurança específico no Estado por causa da movimentação intensa de “autoridades estrangeiras, turistas, jornalistas e investidores de todos os continentes”.
O Comitê, ainda de acordo com o decreto do Diário Oficial, será formado por Alexandre Henrique Augusto Dias, do Goe (Grupo de Operações Especiais); Bárbara Lisboa Travassos, da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher); o delegado Francisco Petrarca Lelo Neto, do DIP (Departamento de Inteligência da Polícia Civil), a delegada titular da Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos contra Intolerância), Margarette Correa Barreto, Roberto Krasovic, da Divisão de Portos Aeroportos Turista Dignitários, e Robinson Fernandes, delegado do DIP (Departamento de Inteligência Policial).
Em entrevista ao portal R7 no dia 28 de agosto, Margarette explicou que o trabalho do Grupo de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva vai se dedicar a prever possíveis brigas entre torcidas, muitas vezes ligadas a movimentos de intolerância racial e de gênero. Para isso, os policiais do futebol contam com escutas, máquinas fotográficas e até com agentes infiltrados dentro de grupos.
Além das aulas de inglês e espanhol, a polícia do futebol vai passar por um curso específico com aulas de psicologia de massa e mediação de conflitos. Os policiais poderão ainda ser treinados pela Polícia Federal.
Como a Copa de 2014 será realizada em 12 diferentes sedes de todas as regiões do país, o presidente do comitê, Adilson José Vieira Pinto,
afirmou que pretende estabelecer uma política de troca de informações com todos os Estados.
- É o começo para que tenhamos uma padronização no atendimento em todo o país. Assim, o cidadão sai de São Paulo e é recebido da mesma forma no Rio de Janeiro, por exemplo.
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