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publicado em 25/08/2011 às 06h38: atualizado em: 25/08/2011 às 08h44

Polícia prende suspeito de roubo a Banco Central

Ele teria ficado com R$ 5 milhões dos R$ 164 milhões roubados em 2005

Do R7, com Agência Record

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Um homem, de 34 anos, foi preso por volta das 21h desta quarta-feira (24) na avenida Teotônio Vilela, Jardim São Rafael, na zona sul de São Paulo, suspeito de ter participado do assalto ao Banco Central em Fortaleza (CE), em 2005. No momento da prisão, ele estava na frente de uma oficina, onde iria negociar a compra de uma moto.

Dos R$ 164 milhões levados do Banco Central, ele teria ficado com R$ 5 milhões e já teria gastado tudo. Desde o crime, em 2005, o suspeito usava nome falso. Segundo ele, os documentos que utilizava custaram a ele R$ 8.000.

Aos policiais, o homem teria confessado a participação no roubo, mas negou tudo para a imprensa. O suspeito foi levado para o Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), onde foi autuado também por uso de documento falso.

O crime ficou conhecido como o maior roubo a banco da história do país.

Dinheiro não recuperado

O prejuízo do assalto ao Banco Central, ocorrido em 2005, que inclusive virou filme, ainda não foi recuperado. Dos R$ 164.755.150 furtados sem o disparo de um único tiro, o banco conseguiu recuperar cerca de R$ 20 milhões.

A verba furtada se transformou em ao menos 727 itens de valor significativo para ser leiloado, sendo 84 imóveis e 184 veículos, de acordo com a assessoria de imprensa do BC. Já foram leiloados 76 itens, que resultaram em R$ 4,7 milhões. 

Como muitos dos objetos foram comprados com valores superiores ao do mercado, o BC dificilmente conseguirá recuperar o prejuízo, embora, oficialmente, a instituição apenas diga que está trabalhando para repor tudo que foi furtado.

O assalto

O crime ficou conhecido como o maior assalto a banco da história do país. Na época, o bando levou mais de R$ 164 milhões dos cofres da sede do BC em Fortaleza. 

Para chegar ao dinheiro, a quadrilha fez um levantamento topográfico da área e obteve informações privilegiadas sobre a estrutura do banco, como a espessura das paredes. O processo, que tramita na Justiça Federal do Ceará, registra que o dinheiro "caracterizou-se por ser constituído de notas de cinquenta que já estiveram em circulação, sendo que no interior da Caixa Forte existiam ainda muitos outros milhões de reais em notas seriadas". É outro elemento que denota o conhecimento prévio das condições internas do banco.

O interior do cofre foi invadido graças a um túnel escavado a partir de uma casa alugada a 75 m do banco. Os bandidos se passaram por uma empresa de gramas sintéticas enquanto cavavam o túnel, devidamente coberto por um tampo de tacos. A estrutura construída tinha iluminação artificial, ventiladores e lanternas de emergência. A sustentação era feita por 900 toras de madeira preenchidas com argamassa. Uma laje de 1,1 m foi a última barreira da quadrilha ao interior da caixa forte.

Laudos anexados à ação atestam que os ladrões tiveram o cuidado de andar rente à parede, evitando assim os sensores de movimento. Com um sistema de roldanas e uma espécie de tobogã feito de tambores de metal, as três toneladas de notas de R$ 50 deslizaram para o túnel.

O furto só foi percebido no dia 8 de agosto de 2005, dois dias depois de terminada a operação criminosa. Já no dia 11 de agosto desse mesmo ano, a Polícia Federal havia começado a recuperar parte do dinheiro. Foi o maior furto da história do Brasil e o segundo maior assalto a banco do mundo. 

Punição

A Procuradoria denunciou 123 pessoas por envolvimento no crime, sendo que 30 teriam participado diretamente do assalto. Já houve 47 condenações, 65 aguardam julgamento e 11 foram absolvidos. Alguns dos presos foram transferidos para o Paraná em março deste ano.

Uma das detenções mais recentes aconteceu em julho, em São Paulo. Segundo a polícia, o suspeito foi o mentor e financiador do furto. Ele estava se preparando para montar uma nova quadrilha na capital paulista. O foco da atividade criminosa seria o tráfico de drogas.

Assista ao vídeo:

 


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