27 de Maio de 2012
Por volta das 13h20 desta sexta, catracas da estação Santa Cecília estavam bloqueadas
Um problema na estação Sé do Metrô de São Paulo provocava a suspensão da circulação dos trens da linha 3-Vermelha no início da tarde desta sexta-feira (2). Por volta das 13h20, as catracas da estação Santa Cecília, na zona oeste da capital paulista, estavam bloqueadas e centenas de passageiros faziam fila no local.
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Pelos auto-falantes da estação, os usuários eram informados que, devido ao problema, os trens estavam circulando com velocidade reduzida e com maior tempo de parada entre as estações. Mas a informação não batia com o tempo de espera afirmado pelos passageiros. A diarista Elvira Santana, de 52 anos, contou que chegou à estação Santa Cecília por volta das 12h40 e, até as 13h20, não tinha conseguido embarcar em nenhum trem no sentido Palmeiras/Barra Funda.
- É um absurdo. Eles não contam nada para a gente. Dizem que vai tudo voltar ao normal em minutos, mas estou aqui a quase uma hora e nada. Vou chegar atrasada na minha segunda faxina do dia.
A reportagem do R7 chegou à estação Santa Cecília também às 12h40 e permaneceu no local até as 13h30. No período, nenhum trem no sentido Palmeiras/Barra Funda parou no local. No sentido Corinthians/Itaquera, três trens pararam. O último deles chegou à estação às 13h10, quando todos os passageiros foram avisados que precisariam descer no local porque o trem não iria mais circular naquele sentido devido à problemas técnicos.
Falha elétrica
A assessoria do Metrô informou que houve uma falha elétrica em um trem que estava na estação da Sé. A composição ficou parada e alterou o funcionamento de todos os trens da linha 3-Vermelha, nos dois sentidos (Corinthians/Itaquera e Palmeiras/Barra Funda). Segundo as testemunhas, porém, fogo teria saído de um dos trens na Sé e os passageiros teriam quebrado as portas de emergência para sair do local.
Às 13h58, o Metrô informou que já tinha dado início à normalização do sistema.
No entanto, na estação Palmeiras/Barra Funda (também na zona oeste), no mesmo horário, as catracas permaneciam operando de forma restrita. Os funcionários da estação só liberaram a passagem de uma catraca para embarque, com quatro a cinco passageiros circulando por vez.
Antonio Carlos Mota, comerciante, contou que funcionários da estação orientavam os passageiros a pegar os trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
- Estou esperando aqui na fila há 15 minutos. Preferi não pegar o trem da CPTM porque não sou de São Paulo, sou do interior e só me deram indicações deste caminho.
Ele ia fazer uma baldeação para chegar à estação Jabaquara.
Vantagem para taxistas
Quem logo sentiu os reflexos do problema na linha 3-Vermelha foram os taxistas que trabalham nas áreas próximas às estações. Ivan Agostinho, de 35 anos, que circula pela cidade "sem ponto fixo" contou que, às 13h, passava pela região da Sé e pegou três passageiros que tiveram de sair do Metrô porque estava "tudo parado".
- Eles estavam vindo para Santa Cecília [estação] e decidiram pegar um táxi porque estavam esperando há meia hora pelo trem.
Segundo Agostinho, um colega taxista contou a ele que ocorreu um princípio de incêndio na estação Sé, que gerou tumulto entre passageiros e alguns vidros foram quebrados. Por causa disso, vários taxistas estavam se comunicando por meio de rádio para se dirigirem às redondezas das estações da linha Vermelha, cheias de "potenciais clientes". A própria reportagem do R7, ressaltou o taxista em tom de brincadeira, não escapou do problema.
- Você é a segunda vítima do Metrô que eu pego.
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