Cembranelli é aplaudido de pé em missa para Isabella
Cerimônia marca os dois anos de morte da menina
João Varella, do R7
Texto:
O promotor Francisco Cembranelli, que relatou o caso Isabella à Justiça, foi aplaudido de pé pelas cerca de 1.000 pessoas que compareceram à missa em homenagem aos dois anos de morte da menina. Ele chegou por volta das 20h na paróquia Nossa Senhora dos Prazeres, na Parada Inglesa, zona norte de São Paulo, e prometeu falar com a imprensa após a cerimônia.
Muitos que estavam no local fizeram questão de apertar a mão do promotor e o padre Humberto Robson de Carvalho precisou pedir calma para as pessoas.
A mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, chegou na igreja às 19h50 acompanhada dos pais e de amigos e não quis falar com a imprensa.
Uma faixa de cerca de 3 m foi colocada no portão da igreja com o rosto de Isabella e a seguinte frase “Isabella nossa princesinha n° 1 do Brasil”. Outros cartazes de apoio à família Oliveira também estão expostas no local.
Às 19h20, o coro da igreja já havia começado a ensaiar e muitas pessoas não conseguiam um lugar para sentar. Cerca de 15 aguardavam o início da cerimônia do lado de fora da paróquia com camisetas estampadas com uma foto da menina e a frase “para sempre nossa estrelinha”.
O pipoqueiro Ronaldo Guimarães começou a trabalhar em frente à paróquia Nossa Senhora dos Prazeres às 19h15. Até vinte minutos antes do início da cerimônia, ele disse que o movimento ainda estava fraco.
Guimarães costuma trabalhar em eventos e afirmou que só está no local nesta terça-feira por causa da missa em homenagem à Isabella. O vendedor de pipocas disse ainda que só não foi ao Fórum de Santana na semana passada, quando aconteceu o julgamento que condenou Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, porque estava viajando.
Julgamento
O pai, Alexandre Nardoni, e a madastra de Isabella, Anna Carolina Jatobá foram condenados a 31 anos e 26 anos de prisão, respectivamente, na madrugada deste sábado (27) pela morte da menina Isabella Nardoni. O julgamento, que começou na última segunda-feira (22), no Fórum de Santana, zona norte de São Paulo, foi um dos mais esperados do país. Ao fim de intensos debates entre defesa e promotoria, o casal acabou condenado por atirar Isabella, então com 5 anos, do sexto andar do edifício London, também na zona norte, na noite de 29 de março de 2008. O casal nega a autoria do crime.