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publicado em 21/10/2012 às 21h55:

Quase 10 anos após morte do casal Richthofen, polícia divulga imagens inéditas do local do crime

Perita e delegada contam como souberam que filha e namorado planejaram as mortes

Do R7, com Domingo Espetacular

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Quase 10 anos após morte do casal Richthofen, a polícia divulgou imagens inéditas da casa onde aconteceu o crime. Perita e delegada contaram como descobriram que as mortes foram planejadas pela filha e pelo namorado. As imagens são do momento em que a polícia e a equipe de peritos chegaram ao local.

A área estava isolada, sem a presença de jornalistas. Só uma pequena parte da gravação foi divulgada na época. No térreo, lavanderia, garagem, sala e cozinha estavam em ordem. Na escada, nenhum sinal aparente de assalto. No andar de cima, banheiro arrumado. O quarto de Andreas (irmão de Suzane) estava do mesmo jeito que ele havia deixado quando saiu de casa.

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Bijuterias e objetos pessoais estavam espalhados pelo corredor. Era uma tentativa de Suzane de simular um assalto. No escritório, gavetas abertas e documentos jogados no chão. Era onde estava o dinheiro levado pelo trio depois do crime.

No quarto, os corpos de Manfred e Marísia. O casal estava muito machucado. Ao lado dele, as gavetas do criado mudo estavam abertas. E uma arma caída no chão. Segundo a polícia, era uma tentativa de simular uma reação ao assalto por parte de Manfred. No tambor, faltava uma cápsula. Mais tarde, a polícia descobriu que o trio testou a arma dias antes e concluiu que não era conveniente usá-la porque o disparo fez muito barulho.

Havia toalhas espalhadas pelo quarto. Ao lado de Marísia, uma jarra com água e um abajur com a luz acesa. Um cenário que intrigou a polícia, segundo a delegada Cintia Tucunduva.

—A jarra chamou atenção porque não havia copo. Eu pensei, quem é que põe uma jarra na cabeceira sem copo. Por que essa jarra está aqui? Havia saco plástico de lixo, preto, era o mesmo saco que estava na despensa da casa. Então o suposto ladrão sabia onde tinha jarra de água na cozinha, a faca e o saco de lixo, e não mexeu em nada, estava tudo arrumado. Abrimos a despensa, era casa extremamente organizada, e estava tudo guardado em ordem, inclusive os sacos. 

Suzane, Daniel e Cristian foram convocados para prestar depoimento. E o que os policiais e peritos viram chamou ainda mais a atenção, conforme conta a perita Jane Pacheco Belucci. 

—A advogada da família pediu que separasse a Suzane do Daniel por causa dos beijos cinematográficos. Ali aos beijos e abraços no DHPP.

Ela revela que as cenas eram escandalosa e chamaram a atenção.

—Totalmente incompatível com a situação. (...) Não era mais 'estou chorando a morte de meus pais' e sim 'estou comemorando'.

Durante a investigação, a polícia descobriu que Cristian havia comprado uma moto com o dinheiro levado por ele no dia crime. Foi o bastante para a polícia fechar a história. Suzane, Daniel e Cristian são interrogados sete dias depois do crime. A delegada contou que Cristian foi o primeiro a confessar. 

—Ele confessou, saímos todos correndo, subindo as escadas, ali o Cristian pega e fala: eu sabia que isso não ia dar certo. Foi pesado, deu repercussão, não sou bobo, sabia que iam pegar a gente.

Daniel foi pressionado e confessou. Suzane foi a última a admitir que planejou o assassinato dos pais.

O crime

O crime aconteceu no começo da madrugada de 31 de outubro de 2002. Manfred e Marísia dormiam quando Suzane, o namorado dela, Daniel, e o irmão dele, Cristian Cravinhos, entraram na garagem no carro da jovem. A policia conta que Suzane foi até o quarto dos pais para conferir se eles estavam dormindo.

Autorizados por ela, Daniel e Cristian entraram em ação. Daniel se aproximou de Manfred. Cristian, de Marísia. Foram inúmeros os golpes na cabeça com barras de ferro. Os irmãos ainda usaram toalhas molhadas e sacos plásticos para sufocar o casal.

Durante o assassinato, Suzane esperou no andar de baixo da casa. A jovem revirou o escritório para simular um assalto. Antes de ir embora, o trio embolsou cinco mil dólares e R$ 8.000 guardados por Manfred.

Depois da morte dos pais, Suzane foi com Daniel para um motel. Às três da madrugada, a jovem deixa Daniel em casa e vai em busca do irmão Andreas numa lan house. Ela e o irmão caçula voltam à mansão. Ao se depararem com os pais mortos, Suzane acionou a polícia.

Na madrugada do dia 22 de julho de 2006, o Tribunal do Júri condenou Suzane e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos à prisão pelo assassinato do casal. Suzane, Daniel e Cristian foram condenados por duplo homicídio triplamente qualificado.

Eles estão presos na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Os então namorados Suzane e Daniel tiveram uma pena de 39 anos e meio de prisão. Cristian foi condenado a 38 anos e meio.

 


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