27 de Maio de 2012
Lei Antiálcool prevê multa de R$ 1.745 a R$ 87.250; locais também poderão ser fechados
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Na noite da última segunda-feira (17), a reportagem foi a sete pontos de venda de bebida alcoólica nas zonas norte e oeste da capital paulista. Todos venderam bebida para um adolescente de 17 anos.
L.N.F, que está no terceiro ano do ensino médio, acompanhou a reportagem na segunda-feira. Ele foi autorizado pela mãe a comprar bebidas em bares, sem consumi-las. O objetivo era checar se os donos e funcionários dos pontos percorridos vendiam bebida ao menor ou se pediam um documento de identificação do garoto antes da venda. Em nenhum dos locais foi pedido o documento e em todos, o adolescente conseguiu comprar latas de cerveja com facilidade.
Aparência
Segundo os próprios funcionários da maior parte dos locais visitados pelo R7, o critério para a venda de bebidas é a aparência de quem compra. Em um dos bares visitados, na altura do número 2.998 da avenida General Ataliba Leonel, na zona norte, mesmo após L.N.F. comprar uma cerveja, o dono afirmou que o local não comercializa bebida para menores.
- Aqui, dificilmente ele vai comprar, vai ser muito difícil eu vender bebida para menor. Aqui, nós trabalhamos em quatro pessoas só e temos ordem para não vender. Se eu vejo que tem cara de “molecão” a gente já pede [documento]. Eu nunca gostei de vender e, de uns tempos pra cá, eu não vendo mesmo.
Em uma lanchonete próxima ao bar, também na General Ataliba Leonel, o adolescente - acompanhado pela reportagem - novamente conseguiu comprar uma lata de cerveja sem que fosse questionado sobre sua idade. Após a saída do menor do local, o R7 questionou o dono sobre a venda e ouviu como resposta que, no local, eles também julgam os compradores pela aparência.
- Eu olho... Pela lógica, eu identifico, pelo rosto da pessoa. Eu nunca peguei aqui, para falar a verdade, nenhum menor me pedindo bebida, só cigarro, mas eu não vendi. Eu não tenho como identificar um cara com 1,80 m de altura e barba. Não dá para ficar pedindo documento para todo mundo que vem. Se tá com uniforme, você vê que é um estudante e se eu perceber que é menor, com certeza, não vou vender.
Após ouvir a resposta, a reportagem informou ao proprietário da lanchonete que o rapaz que havia acabado de comprar a cerveja era menor de 18 anos.
- Deixa ele voltar aqui para ver se ele consegue comprar algo.
Zona oeste
Na altura do número 921 da rua Turiassu, na zona oeste da capital paulista, o funcionário de um bar disse à reportagem que é orientado pelo dono a não vender bebida para menores, mas também vendeu uma cerveja para L. sem perguntar sua idade.
A partir desta quarta-feira (19), entra em vigor a nova lei Antiálcool, que prevê multa de R$ 1.745 a R$ 87.250 e até a interdição dos estabelecimentos comerciais que venderem bebidas para menores de 18 anos
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