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publicado em 25/03/2010 às 15h22:

Recomeça julgamento do caso Isabella

Na segunda parte da sessão, Nardoni irá responder a perguntas dos advogados de defesa

Camilla Rigi e Silvia Ribeiro, do R7

Recomeçou às 15h15 desta quinta-feira (25) o julgamento do caso Isabella no Fórum de Santana, zona norte de São Paulo. Nesta segunda parte da sessão, o réu Alexandre Nardoni responde a perguntas da advogada assistente da defesa Cristina Christo Leite.

Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella

Na manhã desta quinta, quarto dia do julgamento do caso Isabella, Nardoni disse que, durante depoimento anterior à polícia em 18 de abril de 2008, recebeu uma "proposta de acordo" em que assumiria a responsabilidade pelo homicídio culposo (sem intenção de matar) de Isabella em troca da inocência da mulher.

Ele relatou que o promotor Francisco Cembranelli; a delegada do 9º Distrito Policial, Renata Pontes; e o advogado Ricardo Martins presenciaram a suposta proposta.

- Queriam que eu assinasse homicídio culposo e tirariam a minha esposa fora do processo. (...) Me deixaram indignado.

Segundo ele, a proposta teria sido feita pelo delegado Calixto Calil Filho. De acordo com Nardoni, o acordo foi apresentado após o grupo mostrar a ele fotos da menina Isabella morta no necrotério.

Nardoni afirmou que, na hora em que a proposta foi apresentada, o advogado dele não se manifestou.

- Eles poderiam me condenar que não íamos assinar nada.

Ao fazer a acusação, Nardoni respondia à segunda questão do promotor Francisco Cembranelli, que lhe perguntou inicialmente o nome da professora de Isabella. Nardoni respondeu que o nome era Fernanda. Ao que o promotor provocou:

- Dezoito dias depois [do crime], o senhor não lembrava.

Foi então que Nardoni começou a relatar a suposta proposta feita em 18 de abril, dia do interrogatório. Ele afirmou que o promotor “estava do lado” e ouviu o suposto acordo. Cembranelli questionou: “eu participei dessas negociações?” 

- O senhor ouviu.

Nardoni já respondeu às perguntas do juiz Maurício Fossen e ainda deve ser submetido a interrogatório pelo seu advogado, Roberto Podval. 

Lágrimas

Francisco Cembranelli provocou o réu em vários momentos durante o interrogatório desta quinta. O promotor perguntou a Nardoni se ele sempre usou óculos, já que o réu está usando uma armação com lentes de grau desde o primeiro dia do julgamento. Nardoni disse ter miopia, ao que o promotor retrucou: 

-  A ponto de não saírem lágrimas quando o senhor chora?

Neste momento, o juiz Maurício Fossen repreendeu Cembranelli pela pergunta irônica. Fossen também repreendeu a irmã de Nardoni, Cristiane, que ao final da sessão, antes do recesso do almoço, gritou no plenário:

- Força, Alê!

 

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