Daia Oliver/R7Público forma fila para tentar assistir ao julgamento do caso Isabella nesta quinta-feira
27 de Maio de 2012

Na segunda parte da sessão, Nardoni irá responder a perguntas dos advogados de defesa
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
Na manhã desta quinta, quarto dia do julgamento do caso Isabella, Nardoni disse que, durante depoimento anterior à polícia em 18 de abril de 2008, recebeu uma "proposta de acordo" em que assumiria a responsabilidade pelo homicídio culposo (sem intenção de matar) de Isabella em troca da inocência da mulher.
Ele relatou que o promotor Francisco Cembranelli; a delegada do 9º Distrito Policial, Renata Pontes; e o advogado Ricardo Martins presenciaram a suposta proposta.
- Queriam que eu assinasse homicídio culposo e tirariam a minha esposa fora do processo. (...) Me deixaram indignado.
Segundo ele, a proposta teria sido feita pelo delegado Calixto Calil Filho. De acordo com Nardoni, o acordo foi apresentado após o grupo mostrar a ele fotos da menina Isabella morta no necrotério.
Nardoni afirmou que, na hora em que a proposta foi apresentada, o advogado dele não se manifestou.
- Eles poderiam me condenar que não íamos assinar nada.
Ao fazer a acusação, Nardoni respondia à segunda questão do promotor Francisco Cembranelli, que lhe perguntou inicialmente o nome da professora de Isabella. Nardoni respondeu que o nome era Fernanda. Ao que o promotor provocou:
- Dezoito dias depois [do crime], o senhor não lembrava.
Foi então que Nardoni começou a relatar a suposta proposta feita em 18 de abril, dia do interrogatório. Ele afirmou que o promotor “estava do lado” e ouviu o suposto acordo. Cembranelli questionou: “eu participei dessas negociações?”
Francisco Cembranelli provocou o réu em vários momentos durante o interrogatório desta quinta. O promotor perguntou a Nardoni se ele sempre usou óculos, já que o réu está usando uma armação com lentes de grau desde o primeiro dia do julgamento. Nardoni disse ter miopia, ao que o promotor retrucou:
- A ponto de não saírem lágrimas quando o senhor chora?
Neste momento, o juiz Maurício Fossen repreendeu Cembranelli pela pergunta irônica. Fossen também repreendeu a irmã de Nardoni, Cristiane, que ao final da sessão, antes do recesso do almoço, gritou no plenário:
- Força, Alê!
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