Divulgação/AECOMO entorno do estádio olímpico de Londres, um antigo reduto industrial degradado, será recuperado, com metas de ocupação urbana até 2040
27 de Maio de 2012
Empresa responsável por projeto vai tirar lições de reestruturação da capital britânica
- Nosso trabalho para regenerar o vale do rio Lea, em Londres, usa a Olimpíada de 2012 como catalisador para reconectar uma região que acabou descolada da região leste da cidade [por causa da degradação]. O trabalho é focado nos serviços públicos. Isso integra infraestrutura, recuperação ambiental e a criação de espaços públicos para deixar uma herança positiva e duradoura dos jogos para a comunidade.
O projeto Framework Legagy prevê a revitalização do entorno de instalações olímpicas e define as linhas-mestras do desenvolvimento da região até 2040. O plano prevê a criação de moradias, sistema de transporte, centros comerciais e culturais - tudo ecologicamente correto. A região é um antigo reduto industrial, que se tornou uma área degradada.
Prior ressalta, contudo, que cada projeto é único. E, embora se possa tirar lições de outros casos, como o de Londres, o executivo diz que, "para um projeto urbanístico criar um ambiente saudável e exitoso, é preciso que sejam adotadas soluções locais".
Sem-teto
O executivo diz ser "fundamental" considerar questões socioeconômicas num projeto urbanístico como o da Nova Luz. Para o problema dos sem-teto que vivem na Cracolândia, ele ainda não tem soluções específicas, mas cita um plano executado pela empresa na China.
- Em Xangai, nós trabalhamos para transformar a região do riacho Suzhou, uma área de degradação ambiental e favelas, numa parte vital da cidade hoje em dia. Atualmente, várias classes sociais convivem na área, ao longo de um córrego limpo com moderna infraestrutura.
A Aecom tem 130 funcionários no Brasil em três escritórios (São Paulo, Rio e Belo Horizonte). E a empresa dá mostras de que quer crescer ainda mais no país.
- Uma regeneração urbana como a da Nova Luz produz fortes laços e requer recursos humanos adicionais. Esse projeto vai alargar nossa presença.A empresa, sediada em Los Angeles e com clientes em mais de cem países, trabalha com uma receita de US$ 6 bilhões (R$ 10,8 bilhões) anuais e tem 45 mil funcionários, entre arquitetos, engenheiros e outros, segundo dados da própria companhia.
Além da empresa americana, o consórcio ganhador que irá definir o projeto de revitalização é integrado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), pela Companhia City e pela construtora Concremat. A licitação, lançada em 2009, tem custo de R$ 12 milhões.
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