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publicado em 09/09/2011 às 12h31:

Roubo a banco na avenida Paulista
pode ser obra de ladrões de joias

Bandidos passaram noite na agência e arrombaram 151 dos 170 cofres

Agência Estado

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O roubo a cofres particulares da agência do Itaú na Avenida Paulista, no centro da capital, pode ter sido orquestrado por uma quadrilha especializada no furto de joias. A forma "limpa" como os criminosos agiram, sem violência excessiva, levam a polícia a apontar essa como uma das principais hipóteses.

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Segundo policiais, os bandidos que praticam roubo a banco agem mesmo durante o dia, usando normalmente fuzis e não há nenhuma especialização entre seus integrantes. Já as características da ação realizada na agência do Itaú entre os dias 27 e 28 de agosto - que veio à tona somente no início desta semana - são completamente diferentes. No boletim de ocorrência consta que os criminosos usavam apenas pistolas. Uma das pessoas ligadas à investigação afirmou que "poderia ter sido um furto, não fosse o fato de terem dominado os vigilantes".

A polícia já sabe que o grupo contou com ajuda especializada, incluindo um arrombador de cofres. Na hierarquia do crime, é um dos profissionais mais valorizados, e costuma receber alta remuneração. Normalmente, é contactado por ladrões de joias e não mantém relação com a quadrilha após a ação.

Furadeiras, serras de diversos tipos, compressores, transformadores, maçaricos e cilindros de oxigênio e acetileno, entre outros equipamentos profissionais, foram usados pelos criminosos. "Com certeza, mais da metade do grupo era formada por pessoas com conhecimentos específicos. Só elas saberiam usar esse material", diz um dos responsáveis pela investigação. A polícia já procura em seu banco de dados criminosos que possam estar nas ruas com esse perfil. Informantes também foram acionados para interceptar transações entre receptadores de joias.


Além da 5.ª Delegacia de Repressão a Roubo a Banco do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), também atua na investigação a 2.ª Delegacia de Repressão a Roubo de Joias. Os equipamentos usados e deixados para trás pelos bandidos chegaram na quinta-feira (8) ao Deic, 12 dias após o assalto. O material foi periciado no dia do roubo, mas ainda não havia sido apresentado. O secretário estadual de Segurança, Antonio Ferreira Pinto, apura os motivos da demora no início das investigações. 

O crime aconteceu entre os dias 27 e 28. Os bandidos chegaram ao banco às 23h50 do sábado. Quebraram o vidro da agência e entraram no saguão principal. Dominaram um vigia e seguiram para o primeiro subsolo, onde estavam 170 dos 2,5 mil cofres da agência. Ao todo, 151 cofres foram arrombados. Os ladrões saíram às 9h40 do domingo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Assista ao vídeo:


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