Daia Oliver/R7O advogado Roberto Podval diz temer ser “cerceado” em uma acareação com a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira
27 de Maio de 2012

Acusação e defesa podem debater por até nove horas após interrogatório dos Nardoni
Os advogados que defendem o casal cogitam fazer uma acareação de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, com o pai, Alexandre Nardoni, após avaliação dos interrogatórios. O juiz Maurício Fossen, que preside o júri, já aceitou o pedido de acareação. Agora, a decisão está nas mãos da defesa.
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Além dos depoimentos de Alexandre e Anna Jatobá, antes da sentença, ainda há a possibilidade de se fazer leitura do processo e debate entre acusação e defesa.
O enfrentamento começa com a fala do promotor Francisco Cembranelli que vai pedir a condenação do casal pela morte da criança de cinco anos em março de 2008. Ele poderá defender sua tese por duas horas e meia.
Em seguida, é a vez de Roberto Podval, que defende os Nardoni. O advogado, que poderá usar o mesmo tempo, deve questionar o laudo da polícia e criticar as investigações. Para a defesa, a polícia não apurou a hipótese de uma terceira pessoa ter matado Isabella.
Se quiser, Cembranelli pode pedir réplica, de duas horas. E, se isso acontecer, a defesa tem direito a uma tréplica, também de duas horas. A fase de debates pode durar até nove horas, se esgotadas todas as possibilidades.Depois disso, é a hora de os jurados decidirem sobre o veredicto (absolvição ou condenção). Os sete jurados se reunirão com o juiz, promotor e advogados na chamada sala secreta. Se houver condenação, o tempo da pena será determinado pelo juiz Maurício Fossen.
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