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publicado em 16/05/2011 às 22h01: atualizado em: 17/05/2011 às 16h02

Sem contar explosões de caixas, SSP diz
que roubo a banco caiu 18,5% no Estado

Crime é registrado de forma genérica como furto, o que é criticado por especialistas

Ana Letícia Leão, Fernando Gazzaneo e João Varella, do R7

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Os assaltos a banco diminuíram 18,5% no Estado de São Paulo nos quatro primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2010, revela estatística divulgada pela SSP (Secretaria da Segurança Pública) nesta segunda-feira (16). No entanto, o registro do governo não contabiliza os casos de explosão a caixas eletrônicos, que são registrados em uma estatística "genérica" de furtos, juntamente com outros crimes como furto de bolsas, celulares, etc. A forma de contagem é criticada por especialistas.

Veja fotos de explosões aos caixas

Quiz: Você sabe como agir se pegar uma nota de um caixa explodido?

No total, foram 92 casos de roubo a banco no ano passado e 75 neste ano, segundo a SSP. Se somados os 57 casos de explosões de caixas eletrônicos levantados pelo R7, o total deste ano subiria para 132 - alta de 76%. Não há estatísticas de explosões a caixas referentes ao ano de 2010.

 Para o especialista em segurança de bancos Vanderlei Reis, da empresa TecBan, os ataques contra caixas eletrônicos precisam ser tipificados no Brasil e separados dos roubos a bancos em geral.

- Crimes contra caixas eletrônicos precisam ter uma tipificação correta para que o criminoso não seja enquadrado no furto, mas sim no roubo. No Brasil, precisa sair de furto para roubo, com agravante que está afetando o sistema financeiro.

Contando apenas a capital paulista, a queda nos casos de roubo a banco é ainda maior, de 30,3% (de 66 casos em 2010 para 46 em 2011).

Os casos de furto, de maneira geral - ou seja, desde explosões a caixas até casos de bandidos que pegaram bolsas - tiveram alta de 8,7% em todo o Estado - passaram de 162.965 no ano passado para 177.147 neste ano. Os 57 casos de explosão de caixa eletrônico levantados pelo R7 têm pouca representatividade dentro desse total (0,03%).

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirmou, em nota, que “mantém constantes reuniões com órgãos das polícias Civil, Militar e do Exército para a identificação e prisão de arrombadores de caixas eletrônicos”. Segundo a instituição, somente ações policiais coordenadas podem impedir os ataques, já que “nos últimos meses os assaltos e arrombamentos realizados fora das agências bancárias têm usado força desproporcional, com armamentos pesados, de elevado poder de destruição, inclusive explosivos”. 

Furtos
Na capital paulista também houve alta desse tipo de crime, previsto no artigo 155 do Código Penal. No total, foram 13.913 casos registrados na capital, um aumento de 24,1% em relação aos 50.633 do ano passado. Especialistas em segurança são unânimes em dizer que esse tipo de crime geralmente está subdimensionado nas estatísticas, já que grande parte da população não registra casos de crimes envolvendo objetos de pequeno valor.

Para o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro, o aumento pode se dever a maior notificação dos casos por parte da sociedade. Carneiro destacou que desde fevereiro deste ano a Polícia Militar da capital paulista também pode registrar boletins de ocorrência.

Carneiro ainda disse que a separação dos dados casos de explosão de caixa-eletrônico podem vir a ser separados em um futuro próximo.

- O sistema de divulgação está em constante aprimoramento.

 Veja como os criminosos conseguem dinamites para explodir caixas eletrônicos: 


 

 

 

 


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