27 de Maio de 2012

Advogado de defesa diz que chances de vitórias são pequenas
Veja a cobertura completa do julgamento
Leia os momentos mais marcantes do júri
O enfrentamento começa com a fala do promotor que vai pedir a condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá pela morte da menina Isabella, de cinco anos, em março de 2008. Cembranelli poderá defender sua tese por duas horas e meia.
Em seguida, é a vez de Podval, que defende os Nardoni. O advogado, que poderá usar o mesmo tempo, deve questionar o laudo da polícia e criticar as investigações. Para a defesa, a polícia não apurou a hipótese de uma terceira pessoa ter matado Isabella.
Na noite de quinta-feira (25), o defensor afirmou que as chances de vitórias são pequenas, mas que ele faria seu trabalho com dignidade. Para Podval, o casal já entrou naquele júri condenado pela sociedade.
Após a exposição da defesa, se quiser, Cembranelli pode pedir réplica, de duas horas. E, se isso acontecer, a defesa tem direito a uma tréplica, também de duas horas. A fase de debates pode durar até nove horas, se esgotadas todas as possibilidades.
Depois disso, é a hora de os jurados decidirem sobre o veredicto (absolvição ou condenação). Os sete jurados se reunirão com o juiz, promotor e advogados na chamada sala secreta. Se houver condenação, o tempo da pena será determinado pelo juiz Maurício Fossen.
Saiba o que acontece com os Nardoni depois que eles souberem se são culpados ou inocentes
Contradições
O quarto dia do julgamento foi marcado por contradições entre as versões apresentadas pelos réus à polícia e diante dos jurados. Além disso, houve também alguns pontos diferentes no depoimento de Anna Jatobá e Alexandre Nardoni.
Ao longo dos interrogatórios, os dois afirmaram que não jogaram a menina Isabella pela janela.
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