27 de Maio de 2012
Ministério Público vai investigar morte de sindicalista na zona norte de SP
Os promotores que cuidam do caso do assassinato do diretor do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, Sérgio Augusto Ramos, em outubro passado, vão investigar a morte do diretor-assistente do mesmo sindicato, José Carlos da Silva, ocorrida na sexta-feira (12), na zona norte de São Paulo.
De acordo com o Ministério Publico, a investigação ocorrerá porque se trata de outro crime dentro da mesma organização, também investigada por suspeita de corrupção. Somente durante a investigação será possível afirmar se há ligação entre os dois casos.
Silva foi assassinado por dois homens em uma moto, quando estava dentro de seu carro, estacionado na rua Araújo de Castro, na região da Vila Nova Cachoeirinha. A dupla disparou cinco tiros contra o sindicalista, que chegou a ser levado para um hospital.
No dia 25 de outubro, o diretor do mesmo sindicato, Sérgio Augusto Ramos, foi executado com seis tiros enquanto distribuía panfletos em frente a uma garagem de ônibus na estrada do M'Boi Mirim, na zona sul da capital.
Corrupção
Para o promotor Roberto Porto, que investiga as denúncias de corrupção no sindicato, a morte de José Carlos da Silva é mais um agravante dentro do inquérito, assim como o assassinato de Sérgio Augusto Ramos. O diretor-assistente manifestou interesse em denunciar, mas não chegou a ser ouvido pelo Ministério Público, afirma Porto. Ele fazia parte do grupo que fez as denúncias, juntamente com Ramos.
A morte de Ramos está sendo investigada pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) e é acompanhada por promotores.
Por conta da morte de José Carlos da Silva, os motoristas de ônibus da viação Sambaíba, que atende passageiros na zona norte de São Paulo, continuam parados há mais de 12 horas. Segundo a SPTrans, a previsão é de que a operação volte ao normal depois do enterro de Silva, às 9h de domingo (14).
Assista à reportagem:
Colaborou Dinalva Fernandes, estagiária da Agência Record
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7