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publicado em 14/05/2012 às 10h15:

Suspeita de tráfico internacional de crianças teve conversas interceptadas pela polícia

Suposta aliciadora foi presa em SP, quando recebia um bebê de um adolescente

Do R7, com Domingo Espetacular

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Policiais de MG e SP trabalharam juntos na investigação que resultou na prisão de uma mulher de 53 anos, suspeita de enviar crianças do Brasil para a Europa. Ela foi presa em flagrante na semana passada após convencer uma adolescente de 17 anos a entregar a filha recém-nascida na porta de uma maternidade de São Paulo.

Segundo a polícia, ela teria contatos com agenciadores para localizar mães carentes interessadas em dar ou vender os filhos. A suspeita teria tentado antes de entrar em contato com a adolescente, encontrar vítimas no interior de Minas Gerais. Foi quando  começou a ser investigada.

A apuração começou a partir de uma denúncia anônima encaminhada à polícia mineira, conforme a delegada Karine Maia Costa. 

— Recebemos uma denúncia anônima de que uma pessoa estaria vindo num ônibus, oriundo de São Paulo, para a cidade de São Francisco, aqui, no norte de Minas, com o objetivo de adquirir crianças. E que essa pessoa, inclusive comentou no ônibus que ela já tinha mandado criança para o Japão.

De acordo com a delegada, um policial, usando nome falso, entrou em contato com a mulher e tentou negociar a venda de algumas crianças. 

—Ela falava que crianças até cinco anos, mas em determinada ocasião, por exemplo, o investigador disse que tinha três crianças e ela disse que levaria as três crianças com ela. Ela só demonstrava muita pressa para resolver isso.

A partir da chegada da mulher a São Francisco, ela começou a ser monitorada. Ligações telefônicas foram interceptadas. O perfil da suspeita começou a ser desvendado. Ela é casada com um italiano, tem dupla cidadania, é mãe de dois filhos e chegou ao Brasil há quase seis meses.

Escutas telefônicas feitas em Minas Gerais levaram à polícia a desconfiar que a mulher era integrante de uma quadrilha internacional de tráfico de crianças. Ela teria contatos com agenciadores no Brasil para localizar mães interessadas em dar ou vender os filhos.

A suspeita manteve contato com três pessoas na Itália. Ela falava em espanhol e conversas foram traduzidas pela polícia.

Em um dos diálogos interceptado pelos policiais, ela diz que pensava em ir embora porque não tinha conseguido nada.Do outro lado da ligação, a pessoa insiste que ela vá para casas do interior, lugarejos, onde há pessoas mais humildes.

Em outra ligação, a suspeita dá a entender que encontrou uma mulher disposta a entregar o filho. A pessoa que está na Itália demonstra preocupação com o registro da criança. Lembra que quando nasce a criança, o hospital registra e pede que a mãe seja orientada a não registrar lá dentro. E ainda critica a vítima, dizendo que a mãe é uma menina tão boba e que não sabe de nada.

Em nova gravação, o grupo mostra que mudou de ideia. A mulher diz que orientou a menina a não registrar a criança dentro do hospital. Do outro lado, a pessoa orienta a suspeita a deixar que faça o registro e explica que, do lado de fora, eles fariam outro. E completa que assim fica mais cômodo, mas fácil e sem problema.

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Em Minas, a mulher não conseguiu nenhuma criança. Decidiu ir para São Paulo. Quarenta dias depois, a suposta aliciadora conseguiu a primeira vítima: a adolescente de 17 anos.

Em carta enviada para a suspeita, a jovem explicou porque daria a filha. Disse que não tinha condições de criar a menina e pediu dinheiro. À polícia, a suposta aliciadora contou que deu apenas uma “ajuda de custo”.

Ela foi presa na hora em que recebeu a recém-nascida. Com ela, a polícia encontrou dois passaportes, dois celulares, documentos pessoais e um caderno recheado de anotações. Segundo o delegado Márcio Martins Mathias, entre as informações descritas no caderno, estavam o peso do bebê.

—Ela escrevia o peso da criança, que sorriu para ela no dia 25.

Uma mulher, que não quis se identificar, conta que conheceu a suspeita recentemente.

—Ela me pareceu uma pessoa muito boa, muito decente. Não me pareceu uma pessoa assim que era uma traficante de crianças. Falei para ela para ir pelos meios legais. Ela falou que pelos meios legais seria muito complicado pelo fato de que ela queria levar a criança para a Itália. Aqui, no Brasil, eles não iriam liberar para ela.

A suspeita foi detida em flagrante por subtração de incapaz. A pena para este crime varia de 2 a 6 anos de reclusão. Ela foi levada para um centro de detenção provisória, em Franco da Rocha. O advogado Lázaro Santos, que defende a mulher, afirma que a cliente agiu dessa maneira por desconhecer a legislação brasileira, já que vive na Itália há, pelo menos, 17 anos.

Conforme o delegado Aloisio Mesquita, as crianças poderiam ser levadas para Itália para adoção ou mesmo para extração de órgãos. Ele acrescenta que a polícia italiana vai iniciar a investigação e esclarecer se há a participação de italianos no crime.

A adolescente que entregou a filha para a suspeita passou o domingo internada na Fundação Casa. A recém-nascida, que quase foi parar na Itália, está sob os cuidados da Justiça.

Assista ao vídeo:

 

 

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