27 de Maio de 2012

Pai de Isabella respondeu a perguntas do juiz, do promotor e de seus advogados
Terminou por volta das 16h25 desta quinta-feira (25) o depoimento do réu Alexandre Nardoni no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo. O pai da menina Isabella começou a falar ao júri às 10h45. Durante todo este período de quase cinco horas, que contou com um intervalo de uma hora para o almoço, ele respondeu a perguntas do juiz Maurício Fossen, do promotor Francisco Cembranelli e de seus advogados de defesa.
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Após o fim de seu interrogatório, Nardoni deixou o plenário e, na sequência, a madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá começou a ser ouvida.
Com a voz embargada, a madrasta de Isabella gaguejou ao responder a pergunta do juiz Maurício Fossen sobre o que ocorreu no dia do crime. Ela começou o depoimento recuando até a quarta-feira daquela semana de março de 2008. O crime ocorreu na noite do sábado seguinte, no dia 29.
Perguntas do promotor
Na manhã desta quinta-feira, Nardoni disse que - durante depoimento anterior à polícia em 18 de abril de 2008 - recebeu uma "proposta de acordo" em que assumiria a responsabilidade pelo homicídio culposo (sem intenção de matar) de Isabella em troca da inocência da mulher.
Ele relatou que o promotor Francisco Cembranelli; a delegada do 9º Distrito Policial, Renata Pontes; e o advogado Ricardo Martins presenciaram a suposta proposta.
- Queriam que eu assinasse homicídio culposo e tirariam a minha esposa fora do processo. (...) Me deixaram indignado.
Segundo ele, a proposta teria sido feita pelo delegado Calixto Calil Filho. De acordo com Nardoni, o acordo foi apresentado após o grupo mostrar a ele fotos da menina Isabella morta no necrotério.
Nardoni afirmou que, na hora em que a proposta foi apresentada, o advogado dele não se manifestou.
- Eles poderiam me condenar que não íamos assinar nada.
Ao fazer a acusação, Nardoni respondia à segunda questão do promotor Francisco Cembranelli, que lhe perguntou inicialmente o nome da professora de Isabella. Nardoni respondeu que o nome era Fernanda. Ao que o promotor provocou:
- Dezoito dias depois [do crime], o senhor não lembrava.
Foi então que Nardoni começou a relatar a suposta proposta feita em 18 de abril, dia do interrogatório. Ele afirmou que o promotor “estava do lado” e ouviu o suposto acordo. Cembranelli questionou: “eu participei dessas negociações?”
A reportagem do R7 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, que não quis se manifestar sobre as acusações feitas por Alexandre Nardoni. A SSP também informou que tanto o delegado Calixto Calil Filho, como a delegaga Renata Pontes, não querem comentar o caso.
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