Julia Chequer/R7Movimentação de jornalistas em frente ao Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, nesta terça-feira
27 de Maio de 2012

Juiz determinou recesso de 50 a 60 minutos no início da tarde desta terça-feira
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
O depoimento da delegada começou às 10h05 desta terça, com mais de uma hora de atraso em relação ao horário previsto pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Renata disse ter “100% de certeza” de que o casal Alexandre Nardoni, de 31 anos, e Anna Carolina Jatobá, de 26, é culpado pela morte da menina Isabella.
Ela disse ter visto a olho nu duas gotas de sangue no apartamento do casal no edifício London: uma na sala e outra no quarto dos irmãos de Isabella. Segundo Renata, o restante do sangue foi identificado com uso de reagente. A delegada contou que, inicialmente, considerou a hipótese de roubo, mas logo a descartou diante da situação do imóvel, que não havia sido roubado ou arrombado.
- Fui alertada por um policial que estava na porta do apartamento para não pisar na gotinha de sangue no corredor da entrada.
Renata lembrou que o casal levantou suspeita sobre o zelador, o porteiro e o gesseiro, empregado que teria se desentendido com Alexandre. Ela disse que apurou todas as hipóteses, entre elas, a da suposta terceira pessoa, defendida pelo casal. Até mesmo denúncias anônimas “com coerência” foram investigadas.
Os réus já estavam presos quando Renata disse ter seguido uma pista sobre um homem identificado como Paulo, que teria cometido o crime. Ele foi chamado e não foi comprovada qualquer ligação com a morte de Isabella.
“Papai, papai, papai”
Após a vistoria do apartamento - Renata deixou claro que não mexeu em nada -, a delegada desceu à garagem do edifício e encontrou no hall do prédio um morador do primeiro andar que pediu para falar com ela reservadamente. Ele contou que ouviu uma voz de criança dizer “papai, papai, papai”.
Renata afirmou que, pelo menos, seis testemunhas confirmam, logo após o crime, ter ouvido de Alexandre que o apartamento havia sido arrombado. A delegada contou ter ouvido do pai de Isabella:
- Prenderam o ladrão? Pegaram as impressões digitais?
Entretanto, a delegada não viu sinais de arrombamento no local. Durante o depoimento à polícia, lembrou Renata, Alexandre não falou mais na hipótese, mas defendeu que alguém teria usado a cópia da chave para entrar no imóvel.
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