Julia Chequer/R7Movimentação em frente ao Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, nesta quarta-feira
27 de Maio de 2012

Júri foi encerrado sem que réus Alexandre Nardoni e Anna Jatobá começassem a ser ouvidos
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
O juiz Maurício Fossen decidiu encerrar as atividades após os advogados do casal Nardoni anunciarem a dispensa de oito das dez testemunhas exclusivas da defesa. Na sequência, Fossen avaliou a possibilidade de acareação entre Ana Carolina Oliveira e os Nardoni. Ele chegou a negar o pedido da defesa, mas em seguida voltou atrás.
Fossen decidiu reconsiderar quando estava fundamentando a decisão com base na lei 11.689/08, que alterou os procedimentos durante o tribunal do júri, que só permitia a acareação entre testemunhas. O juiz percebeu que esta lei feria o direito constitucional de plenitude de defesa e optou por mudar sua decisão.
A delegada Renata Pontes, que também não tinha sido dispensada após seu depoimento a pedido da defesa, foi liberada. Ela falou aos jurados na terça-feira (23) e disse acreditar "100%" na culpa do casal.
Choro
Quando Fossen, num primeiro momento, deu a negativa da acareação, a irmã de Alexandre, Cristiane Nardoni, começou a chorar. Ela assistia ao julgamento ao lado do pai, Antonio Nardoni. Durante o período posterior em que o juiz ficou na dúvida sobre sua decisão, mais de uma hora, o pai de Anna Carolina Jatobá entrou na sala. Cristine fez sinal para Alexandre chamar a atenção de Jatobá para que ela pudesse ver o pai.
Testemunhas dispensadas
No final desta tarde, a assessoria do Tribunal de Justiça informou que os advogados dos Nardoni ouviram apenas duas das dez testemunhas exclusivas de defesa e dispensaram todas as outras. A partir de agora, serão ouvidos os réus Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.
Pouco tempo antes, a assessoria havia dito que a defesa do casal havia dispensado cinco testemunhas convocadas. Ao todo, tinham chamadas para depor pela equipe de Podval 17 pessoas. Seis delas já haviam sido dispensadas no primeiro dia de julgamento, na segunda-feira passada (22).
As duas testemunhas convocadas exclusivamente pelos advogados foram: o jornalista da Folha de S. Paulo Rogério Pagnan e o escrivão do 9º Distrito Policial Jair Stirbulov.
O jornalista Rogério Pagnan começou a depor no julgamento do caso Isabella por volta das 17h desta quarta-feira. Ele ouviu do pedreiro Gabriel Santos Neto, que fazia obras em uma casa nos fundos do edifício London, que o imóvel foi invadido na noite do crime. Mais tarde, o pedreiro negou a versão à polícia.
Na noite de terça-feira (23), Roberto Podval já havia manifestado a intenção de diminuir o número de testemunhas para acelerar o julgamento.
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