27 de Maio de 2012
Assassinatos do tipo cresceram 50% entre 2011 e 2010 em São Paulo
Os assassinatos praticados por policiais em São Paulo tiveram um aumento de 50% entre os anos de 2010 e 2011. A polícia alega que as mortes acontecem porque as vítimas resistem às prisões, mas em muitos casos os laudos desmentem a versão, já que os tiros são disparados pelas costas.
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Douglas Silva e Felipe Macedo Pontes, de dezessete anos, foram baleados pela polícia. Felipe tinha uma moto na noite em que morreu e tinha ido buscar o amigo na escola, quando os dois foram surpreendidos por uma viatura na contramão.
Felipe foi levado ao Pronto-Socorro Central de São Bernardo do Campo e Douglas para uma Unidade de Pronto Atendimento da cidade.
Policiais militares justificaram a parentes e amigos que naquela noite dois rapazes haviam sido vistos armados, também em uma moto, pela vizinhança. De acordo com Ariel de Castro Alves, especialista em segurança pública e direitos humanos, “o atraso no registro da ocorrência mostra que os policiais tiveram tempo para tentar forjar uma armação e uma resistência seguida de morte”.
É o que consta no boletim de ocorrência feito pelos policiais: resistência seguida de morte. Porém, esse mesmo registro apresenta informações duvidosas: na especificação dos crimes que teriam sido cometidos pelos jovens constam o artigo 312 do código penal, que penaliza funcionários públicos que se apropriam ou desviam dinheiro, e também o artigo 359 h, para oferta ilegal de títulos no mercado financeiro.
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