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publicado em 21/01/2010 às 19h50:

Tragédia provocada pelas fortes chuvas em São
Paulo reflete problemas estruturais da cidade

Especialistas apontam que soluções vão além de medidas de curto prazo

Clayton Freitas e Felipe Maia, do R7

Ocupação desordenada, permeabilização insuficiente, ausência de mais investimentos em limpeza e melhor tratamento de córregos e rios são alguns itens sugeridos por especialistas consultados pelo R7 para minimizar os problemas provocados pelas chuvas.

Nesta quinta-feira (21) a região metropolitana de São Paulo voltou a sofrer os impactos das fortes chuvas. Até por volta das 19h30 eram oito as mortes provocadas pelas chuvas, num total de 58 deste dezembro de 2009, número mais do que o dobro do registrado na temporada passada.

Veja o raio-X dos problemas relativos à chuva em São Paulo

Confira os vídeos da chuva em SP

Veja fotos do bairro do Ipiranga, um dos mais afetados

Além dos deslizamentos e desmoronamentos que provocaram mortes, as marginais ficaram alagadas e provocaram caos no trânsito,  afetou a circulação de trens e fez com que muitas pessoas faltassem ao trabalho.

A pedido do R7, cinco especialistas das áreas de geologia, engenharia, urbanismo, meteorologia e administração pública ofereceram sugestões para minimizar os problemas provocados pelas chuvas. São propostas que podem ser colocadas em prática de forma urgente e algumas até já estão em prática. No fim da conversa todos são unânimes em relação a um ponto: o problema vivido em São Paulo dificilmente será vencido apenas pela atual gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM), do governador José Serra (PSDB) e até mesmo pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O engenheiro Aluísio Pardo Canholi, autor do livro Drenagem Urbana e Controle de Enchentes, considera que o volume de água que atingiu a região metropolitana de São Paulo nesta quinta-feira foi muito “muito severo”. Em bairros como a Vila Mariana e a Consolação o volume superou os 110 mm.

– A chuva de madrugada atingiu fortemente o ABC e alagou o córrego Tamanduateí, o que acaba sobrecarregando o Tietê, que recebe essas águas. Também foram chuvas do tipo frontal, que são muito severas para a formação de enchentes.

Canholi diz que na marginal Tietê a prefeitura deve ter especial atenção às pistas que ficam embaixo das pontes Anhanguera, Casa Verde e a das Bandeiras, em que o nível do solo é rebaixado para permitir a passagem de caminhões. Nesses locais existem sistemas chamados polders - diques que isolam as partes mais baixas do rio.

As águas são bombeadas de dentro desse tanque para o eixo normal do rio, para evitar o transbordamento. Se o mecanismo não funciona direito, forma-se uma lâmina de água na pista que impede o tráfego de carros.

– O que se vê são pontos muito alagados embaixo dessas pontes, o que pode indicar que alguns componentes não estão funcionando corretamente. Durante o verão é preciso fazer uma operação intensiva de manutenção para evitar isso.

Em dezembro, a secretária do Estado de Saneamento e Energia, Dilma Pena, disse que esse sistema de bombas iria passar por uma “auditoria rigorosa”. O sistema de regulagem é administrado pela prefeitura.

A urbanista Lucila Lacreta, do movimento Defenda São Paulo, afirma que os problemas estruturais da cidade de São Paulo vão da questão climática à verticalização excessiva da cidade.


Um questionamento que ela faz é relacionado às operações urbanas na cidade de São Paulo. A operação urbana permite que construções sejam feitas acima do limite para aquela região. Para isso o interessado deve pagar um valor à prefeitura. O dinheiro arrecadado é empregado em melhorias.


Apesar de isso ser um instrumento legal e socialmente justo, ele permite que construções sejam feitas em várzeas. Lacreta diz que quase todas as operações urbanas são feitas em locais que deveriam ser ocupados por água que transborda do rio.

Como exemplo ela cita a operação Água Branca (várzea do Tietê), Vila Sônia (córrego Pirajussara), a operação Vila Leopoldina, próximo às várzeas dos rios Tietê e Pinheiro, Faria Lima (rio Pinheiros) e a Água Espraiada (no córrego de mesmo nome) e Jacu-Pêssego, perto de córrego de mesmo nome.

Fonte: urbanista Lucila Lacreta, vereador Antonio Donato (PT), geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos,  engenheiro Aluísio Pardo Canholi


 
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