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publicado em 24/03/2011 às 08h22:

Trólebus só irão circular em trecho do corredor ABD entre Piraporinha e Jabaquara no segundo semestre

EMTU afirma que energia ainda precisa ser ligada e testes serão feitos em 90 dias

Fernando Gazzaneo, do R7

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A instalação da rede elétrica de trólebus em mais 11 km do corredor ABD (no trecho entre o terminal Piraporinha, em Diadema, e o terminal Jabaquara, na zona sul) já foi concluída, mas os passageiros só poderão viajar nos ônibus movidos a eletricidade a partir do segundo semestre deste ano. A via exclusiva de trólebus, que passa pelas cidades do ABC e pelas zonas leste e sul da capital paulista, é a aposta do Governo e da Prefeitura de São Paulo para reforçar o transporte público com energia limpa na região metropolitana.

Em entrevista ao R7, o presidente da EMTU (Empresa Paulista de Trens Metropolitanos), Joaquim Lopes da Silva Junior, contou que a conclusão dos trabalhos deve demorar cerca de 90 dias porque a energia que irá abastecer o novo trecho ainda precisa ser ligada e, em seguida, será necessário realizar testes.

A energização da rede deverá ser feita pela AES Eletropaulo. Após a conclusão do serviço, a responsabilidade da manutenção do corredor será transferida, até dezembro, para a SPTrans (empresa de transportes de São Paulo).

Em nota, a AES Eletropaulo informou que "está em negociação com a EMTU para a prestação dos serviços".

De acordo com Fernando Villela, da MPO (responsável pela instalação da rede elétrica no trecho entre os terminais Piraporinha e Jabaquara), as obras na via começaram em novembro de 2010. Os trabalhos, segundo ele, sofreram atrasos porque foi preciso adaptar o sistema de cabos à estrutura física do corredor.

Além do trecho Piraporinha-Jabaquara, a EMTU informou que também “está sendo finalizado o edital de contratação da obra de repotencialização da rede aérea eletrificada já existente nos 22 km” do corredor entres os terminais São Mateus e Piraporinha. Já a eletrificação do percurso entre o terminal Diadema e o bairro do Morumbi, na zona sul da capital paulista, depende de estudos que estão em andamento. Ainda não há prazo para a instalação dos equipamentos que conduzirão os trólebus nesses 12 km de extensão, que foram inaugurados em julho de 2010. 

Oferta de transporte
Em nota, a EMTU informou que a troca de veículos a diesel pelos movidos a energia elétrica não afetará a oferta de transporte público à população, já que o número de veículos oferecidos é calculado pela demanda de usuários e não pela tecnologia usada no sistema. Os ônibus movidos a diesel que circulam no trecho Piraporinha-Jabaquara serão substituídos pelos trólebus, de forma gradual, a partir do segundo semestre.

Atualmente, a frota de todo o corredor ABD é de 207 ônibus, entre movidos a diesel e a energia elétrica. A partir de julho, 130 veículos serão substituídos por trólebus.

Benefícios
Durante um simpósio envolvendo as principais autoridades de transporte do Estado, ocorrido na última terça-feira (22) no IE (Instituto de Engenharia), a implantação de corredores de trólebus na região metropolitana de São Paulo foi vista como a principal forma de oferecer transporte público movido a energia limpa. Segundo a SPTrans, atualmente a região possui uma frota de 190 trólebus - distribuídos em 11 linhas - que transporta, por dia, cerca de 2.400 passageiros. 

O gerente da SPTrans Idário Branco afirmou que a empresa fará, até dezembro deste ano, a troca de 325 km de fios de contato das linhas de trólebus na Grande São Paulo e a substituição de suspensões rígidas por flexíveis. Essas estruturas evitam que as alavancas que ligam os veículos aos fios de energia elétrica saiam do eixo.

Para o consultor e engenheiro Adriano Murgel Branco, a substituição de ônibus a diesel pelos movidos a energia elétrica irá contribuir para a redução da emissão de gases poluentes e de calor no corredor ABD. Por isso, o especialista considera "lastimável" a eletrificação do corredor ainda não ter sido concluída, embora a construção do trajeto tenha começado em 1986.

Branco ressaltou ainda que a substituição de ônibus a diesel por veículos de energia limpa não "trará grandes diferenças ambientais" se parte da frota de carros atual não deixar de circular.

- Se ao menos três milhões de carros deixassem de circular pelas ruas de São Paulo, teríamos um espaço enorme para a passagem da via exclusiva de circulação do transporte público. Só assim haveria um ganho ambiental.

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