No primeiro ano como carnavalesco da Unidos da Vila Maria, o artista plástico Fábio Borges quer fazer um Carnaval diferente para a escola paulistana e levará um desfile caro e visualmente distinto dos anteriormente feitos pelas agremiações do Carnaval.
Durante os quatro anos que ficou estudando artes plásticas em Paris, na França, Borges percebeu que o ferro é um material muito utilizado na cidade para fazer construções artísticas, como a Torre Eiffel, monumentos e transportes, por isso resolveu levar o tema para o Carnaval:
- Tem muita coisa bonita feita com ferro, mas as pessoas acham esse material pobre e feio. Ele é responsável pelo progresso e o mundo não seria o que é hoje sem o ferro.
Para mostrar o metal de uma forma diferente e surpreender o público, o carnavalesco quer fazer um desfile gigantesco, com alegorias grandes e um trabalho especial de iluminação.
- O Carnaval é muito previsível e essa proposta é totalmente diferente das outras e mais cara. Apesar disso, não há nenhuma empresa patrocinando a escola. O dinheiro utilizado foi arrecadado com as festas dentro da agremiação.
Após a escolha do tema, a escola começa a preparação das fantasias e das alegorias, logo após o último Carnaval e em setembro, há a final do concurso que escolhe o melhor samba-enredo. Para Borges, essa forma de organizar os desfiles é uma das razões para que a Vila Maria se destacasse nos últimos anos dentro do grupo especial.
- Eu acho que a comunidade da escola é muito forte, por isso sempre desfila bem. Além disso, a atual administração quer tudo do bom e do melhor, investe muito nos desfiles e é ousada.