27 de Maio de 2012
Advogados do casal apostam em tese de terceira pessoa para rebater indícios
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| Tese: Isabella Nardoni foi ferida e esganada pela madrasta, Anna Carolina Jatobá. O pai de Isabella, Alexandre Nardoni, usou uma fralda para estancar o sangramento. Já no apartamento, o pai subiu na cama no quarto das crianças, rasgou a tela de proteção e jogou Isabella da janela para ocultar o crime. | Tese: Uma terceira pessoa, possivelmente um ladrão, entrou no apartamento, esganou Isabella e a jogou pela janela, fugindo em seguida. As investigações foram conduzidas de forma a incriminar o casal. O atestado de óbito é questionado, já que o certificado apontou, primeiramente, a causa da morte como indeterminada. |
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Principais pontos - Uma fralda lavada com vestígios de sangue foi encontrada pela perícia na área de serviço do prédio em 31 de março. A fralda teria sido usada para limpar o sangue na testa de Isabella. - Rastros de sangue foram encontrados no corredor do apartamento do casal, na cama e na janela de onde ela foi jogada. - Pegadas de Nardoni foram encontradas nas camas do quarto de onde Isabella foi jogada. Marcas da tela de proteção da janela também foram achadas na camisa dele. - Passaram-se 13 minutos entre o momento em que Nardoni desligou o carro e o chamado para a emergência. Ele disse que demorou cerca de 10 minutos para levar Isabella ao quarto. A acusação diz que o tempo restante não seria suficiente para uma terceira pessoa entrar na casa e jogar Isabella. |
Principais pontos - O casal Nardoni voltava para casa de carro, enquanto as três crianças dormiam no banco traseiro. - Nardoni subiu com Isabella no colo até o apartamento, arrumou as camas e trancou a porta. Ele desceu até a garagem para buscar os outros dois filhos, que ficaram com a mãe. Como Nardoni estava sob emoção, ele não soube dizer com precisão o tempo que levou para levar Isabella do carro até o apartamento. - O restante da família sobe ao apartamento, mas não encontra Isabella em sua cama. Eles notam o buraco na janela. - Nardoni se debruça na janela. O corpo de Isabella é encontrado no jardim. Esta seria a explicação para a existência de pegadas dele na cama e para a marca da tela de proteção na camisa. As lesões de Isabella (na testa) aconteceram por causa da queda. - As marcas de sangue, na fralda e no corredor, são contestadas pela defesa. Segundo perícia contratada pelos réus, os exames possuem falhas, e as manchas poderiam ter sido causadas por outras substâncias. |
| Julgamento: A acusação fez uma maquete para recapitular o crime e revisar as provas técnicas. O promotor Francisco Cembranelli aposta ainda em depoimentos emotivos, como o da mãe de Isabella, para apoiar a tese de que o pai, retratado como ausente da vida da filha e violento, e a madrasta mataram a menina. | Julgamento: A defesa pretende levar o júri ao local do crime, explorando possibilidades alternativas para os acontecimentos na noite da morte de Isabella. Para desqualificar o inquérito policial e parte das evidências técnicas, convocou várias testemunhas para serem ouvidas pelo júri, incluindo peritos e policiais. |
| Causa da morte: Asfixia e politraumatismo. | Causa da morte: Indeterminada. |
| Crime: Homícidio triplamente qualificado. | Crime: casal Nardoni não cometeu crime. |
| Veredicto: Culpados, condenados a no mínimo 12 anos. Pena do pai pode ser maior pela ligação familiar. | Veredicto: Absolvição. |
Leia abaixo os principais pontos dos depoimentos.
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